A Estética de Schopenhauer: a Hierarquia das Artes e a Música como Espelho da Vontade
Existe uma experiência que quase todos nós já tivemos e que pouquíssimos conseguem explicar: ouvir uma peça musical — uma sinfonia de Beethoven, um adágio de Mozart, um acorde inesperado numa canção qualquer — e sentir algo que não se traduz em palavras. Não é alegria, não é tristeza, não é nenhum sentimento nomeável. É como se a música tocasse uma camada da nossa existência que fica abaixo da linguagem, abaixo do pensamento, abaixo de tudo o que chamamos de “eu”. Por que isso acontece? Por que a música nos comove de um modo que a pintura, a poesia e a escultura — por mais belas que sejam — nunca conseguem replicar exatamente? ...