Leo Strauss

Leo Strauss Leo Strauss nasceu em Kirchhain, Hesse, Alemanha, em 20 de setembro de 1899, em família judaica, e morreu em Annapolis, Maryland, em 18 de outubro de 1973. Doutorou-se em Hamburgo em 1921, sob orientação de Ernst Cassirer, trabalhou na Academia para a Pesquisa Judaica em Berlim e, com a ascensão do nazismo, deixou a Alemanha em 1932 com uma bolsa Rockefeller, passando por Paris e Inglaterra antes de se fixar nos Estados Unidos. Lecionou na New School for Social Research (1938–1949) e na Universidade de Chicago (1949–1968), encerrando a carreira no Claremont Men’s College e no St. John’s College, em Annapolis. ...

Léopold Sédar Senghor

Léopold Sédar Senghor Léopold Sédar Senghor (9 de outubro de 1906, Joal, Senegal — 20 de dezembro de 2001, Verson, França) foi poeta, filósofo da cultura e estadista. Primeiro presidente do Senegal independente (1960–1980) e primeiro africano eleito para a Académie française (1983), foi também, ao lado de Aimé Césaire e Léon-Gontran Damas, um dos fundadores da Négritude nos anos 1930 em Paris. Enquanto Césaire deu ao movimento sua força poética, Senghor empenhou-se em conferir-lhe uma elaboração filosófica e estética sistemática, fazendo dele uma teoria geral da contribuição africana à civilização humana. Sua obra é hoje objeto tanto de reconhecimento quanto de viva controvérsia. ...

Leopoldo Zea

Leopoldo Zea Nascido na Cidade do México em 1912, Leopoldo Zea foi discípulo de José Gaos — o filósofo espanhol exilado que trouxe ao México o legado de Ortega y Gasset. Zea tornou-se o maior historiador da filosofia latino-americana e a figura central de um debate decisivo: existe uma filosofia propriamente latino-americana, ou a região apenas repete o pensamento europeu? Sua resposta é afirmativa e libertadora. Herdando de Ortega a ideia de que pensamos sempre a partir de uma circunstância (“sou eu e minha circunstância”), Zea defende que o filósofo americano deve partir de sua própria situação histórica concreta — sem complexo de inferioridade e sem esperar o aval europeu. Daí seu lema: a filosofia latino-americana é “filosofia, sin más” (“filosofia, sem mais”), tão legítima quanto qualquer outra, sem necessidade de adjetivos que a rebaixem a um estatuto menor. ...

Lewis Mumford

Lewis Mumford Lewis Mumford nasceu em Flushing, no bairro do Queens, em Nova York, em 19 de outubro de 1895, e morreu em Amenia, Nova York, em 26 de janeiro de 1990. Estudou no City College of New York e na New School for Social Research, mas nunca concluiu um diploma formal — a tuberculose contraída na juventude interrompeu seus estudos, e mais tarde ele serviu como eletricista de rádio na Marinha dos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial. Autodidata de formação eclética, Mumford construiu uma das obras mais influentes do século XX sobre a história da técnica, da cidade e da arquitetura, atuando também como editor associado da revista The Dial e, por mais de três décadas, como crítico de arquitetura da The New Yorker. Sua formação intelectual deve mais a Patrick Geddes — o urbanista e biólogo escocês que Mumford chamava de seu “mestre declarado” — do que a qualquer instituição acadêmica; de Geddes herdou a distinção entre fases técnicas da história e uma abordagem holística que integra biologia, sociologia e tecnologia. Absorveu também de Thorstein Veblen a crítica da propriedade absenteísta e da produção perdulária, e de Peter Kropotkin e Ebenezer Howard o ideal de um urbanismo regionalista e cooperativo. ...

Liev Chestov

Liev Chestov Liev Chestov — nome literário de Yeguda Lev Shvartsman (Kiev, 5 de fevereiro de 1866 — Paris, 19 de novembro de 1938) — foi filósofo russo que se tornou uma das vozes mais radicais da crítica ao racionalismo filosófico europeu. Nascido numa família judaica de Kiev, estudou Direito e Matemática em Moscou antes de se dedicar inteiramente à filosofia. Após a Revolução Bolchevique, emigrou; em 1922 passou a lecionar filosofia russa na Universidade de Paris, onde permaneceu até a morte. Nesse exílio frutífero, amadureceu suas ideias mais originais e escreveu sua obra principal. ...

Liev Tolstói

Liev Tolstói Liev Nikoláievitch Tolstói nasceu em Iásnaia Poliana, na província de Tula, Rússia, em 9 de setembro de 1828 (28 de agosto, pelo calendário juliano), e morreu na estação de Astápovo em 20 de novembro de 1910 (7 de novembro, no calendário juliano). Nascido numa família da alta nobreza, serviu no exército, esteve em Sebastopol durante a Guerra da Crimeia e dedicou-se à literatura e à administração de sua propriedade. Publicou Guerra e Paz (1865–1869) e Anna Karênina (1873–1877), duas das obras centrais do romance realista. ...

Louis Althusser

Louis Althusser Louis Althusser (16 de outubro de 1918, Birmendreïs, Argélia francesa — 22 de outubro de 1990, La Verrière) foi um filósofo marxista francês, principal nome do marxismo estrutural. Professor na École Normale Supérieure da rua d’Ulm por décadas, formou e influenciou uma geração inteira (Foucault, Derrida, Jacques Rancière, Étienne Balibar, Alain Badiou). Membro do Partido Comunista Francês desde 1948, empenhou-se em uma releitura rigorosa e “científica” de Marx, contra as leituras humanistas e historicistas então dominantes. Sua biografia foi marcada por grave doença mental: em 1980, num episódio psicótico, matou sua esposa, Hélène Rytmann, e foi declarado inimputável. ...

Luce Irigaray

Luce Irigaray (nascida em 3 de maio de 1930, na Bélgica) é uma filósofa, linguista e psicanalista belga-francesa, uma das principais vozes do chamado feminismo da diferença. Com doutorados em linguística e em filosofia, integrou o círculo lacaniano até a publicação de sua tese, Espéculo da Outra Mulher (1974), cuja crítica radical à psicanálise lhe custou a expulsão da École freudienne de Paris, de Jacques Lacan, e o posto de docente na Universidade de Vincennes. ...

Ludwig Feuerbach

Ludwig Feuerbach Filósofo alemão; discípulo dissidente de Hegel. Sua crítica materialista e antropológica da religião foi o elo fundamental entre o idealismo hegeliano e o materialismo histórico de Marx. Inverteu Hegel ao dissolver a teologia em antropologia: o sujeito real da filosofia não é o Espírito, mas o homem sensível. Feuerbach estudou inicialmente teologia antes de migrar para a filosofia e tornar-se ouvinte de Hegel em Berlim. Aos poucos rompeu com o mestre: sua carreira acadêmica foi inviabilizada por escritos de teor heterodoxo sobre a imortalidade, e ele acabou por viver afastado das universidades, escrevendo a partir da vida privada. Foi nesse contexto que publicou sua obra mais célebre, dedicada à essência do cristianismo, que teve impacto imediato sobre toda uma geração de jovens intelectuais alemães e fez dele a figura central do chamado hegelianismo de esquerda. O ponto de partida de seu pensamento é uma operação metódica que ele próprio descreve como uma inversão: onde a especulação idealista faz do pensamento, do Espírito ou de Deus o sujeito e do homem concreto o mero predicado, Feuerbach propõe trocar os papéis e reconhecer no homem sensível, corpóreo e finito o verdadeiro sujeito do qual aqueles conceitos são predicados projetados. ...

Ludwig Wittgenstein

Ludwig Wittgenstein Nascido em Viena em 1889, no seio de uma das famílias mais ricas e cultas do Império Austro-Húngaro, Ludwig Wittgenstein começou estudando engenharia aeronáutica, mas a reflexão sobre os fundamentos da matemática o levou à lógica e, daí, a Cambridge, para estudar com Bertrand Russell. Sua biografia é tão singular quanto seu pensamento: combateu na Primeira Guerra, doou a fortuna herdada, foi professor primário numa aldeia, jardineiro e até arquiteto, antes de retornar à filosofia acadêmica. É a figura mais influente da filosofia analítica do século XX — e, raríssimo, autor de duas filosofias distintas e igualmente decisivas, ambas centradas na linguagem. ...

Maimônides

Maimônides Mošé ben Maimon — conhecido pelo acrônimo Rambam e, no Ocidente latino, como Maimônides — nasceu em Córdoba, na Al-Andalus, por volta de 1138, e é o maior filósofo judeu da Idade Média. Fugindo da perseguição almóada, sua família peregrinou pelo norte da África até se fixar no Egito, onde Maimônides se tornou médico de corte e líder espiritual da comunidade judaica do Cairo. Foi, ao mesmo tempo, jurista, talmudista, médico e filósofo, e morreu em 1204. ...

Maquiavel

Maquiavel Nascido em Florença em 1469, Nicolau Maquiavel viveu o auge e a crise das repúblicas italianas do Renascimento. Por catorze anos serviu como secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença, em missões diplomáticas que o puseram diante de reis, papas e do temível Cesare Bórgia — experiência direta do poder que marcaria todo o seu pensamento. Com o retorno dos Médici em 1512, foi afastado, preso e torturado sob suspeita de conspiração. Foi no exílio rural, então, que escreveu O Príncipe (1513). É considerado o fundador da ciência política moderna. ...

Marco Aurélio

Marco Aurélio Marco Aurélio Antonino governou Roma de 161 a 180 d.C. e é lembrado como o último dos “cinco bons imperadores” e como o exemplo mais célebre da antiga ideia do rei-filósofo. Adotado na linha de sucessão por Antonino Pio, recebeu educação esmerada e converteu-se cedo ao estoicismo, sobretudo pela leitura de Epiteto, a quem foi apresentado por seu mestre Júnio Rústico. Seu reinado, longe de tranquilo, foi atravessado por guerras nas fronteiras do Danúbio, por revoltas e pela devastadora peste antonina — circunstâncias em que sua filosofia se mostrou menos doutrina e mais disciplina de sobrevivência interior. ...

María Lugones

María Lugones María Lugones (Buenos Aires, Argentina, 26 de janeiro de 1944 — 14 de julho de 2020, Syracuse, Nova York) foi uma filósofa e ativista argentino-estadunidense, professora de Literatura Comparada e Estudos de Mulheres da Universidade de Binghamton. Sua trajetória intelectual entrelaça filosofia política, teoria feminista e pensamento decolonial latino-americano de maneira singular: em vez de aplicar categorias eurocêntricas à experiência das mulheres do Sul Global, Lugones propôs refundá-las a partir daquilo que a colonização destruiu e daquilo que a resistência das colonizadas preservou. Seu trabalho articula o feminismo de cor norte-americano — especialmente o de Gloria Anzaldúa — com a crítica decolonial de Aníbal Quijano, produzindo uma teoria em que raça e gênero não são variáveis separadas que se somam, mas dimensões fundidas numa única estrutura de poder. ...

María Zambrano

María Zambrano María Zambrano Alarcón nasceu em Vélez-Málaga, em 22 de abril de 1904, e morreu em Madri, em 6 de fevereiro de 1991. Estudou filosofia na Universidade Central de Madri, onde foi discípula de José Ortega y Gasset, de Xavier Zubiri e de Manuel García Morente, e atuou como docente antes da Guerra Civil. Comprometida com a causa republicana, deixou a Espanha em 1939 e viveu quase meio século no exílio, em lugares como México, Cuba, Porto Rico, Roma, França e Suíça, regressando a Madri em 1984. Recebeu o Prêmio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades em 1981 e o Prêmio Cervantes em 1988, tendo sido a primeira mulher a obtê-lo. ...

Marilena Chaui

Marilena Chaui Marilena de Souza Chaui (nascida em 1941, em São Paulo) é uma das mais influentes filósofas brasileiras vivas e professora emérita da Universidade de São Paulo, onde se formou e construiu toda a sua carreira docente. Sua obra articula um conhecimento profundo da filosofia de Espinosa e da fenomenologia de Merleau-Ponty com uma reflexão crítica e engajada sobre a sociedade brasileira. Defensora da universidade pública e intelectual de esquerda, Chaui tornou-se também figura pública de grande projeção, sem abrir mão do rigor acadêmico. Seu manual Convite à Filosofia (1994) é um dos textos introdutórios mais lidos no Brasil, e sua leitura de Espinosa, consolidada na obra A Nervura do Real, é referência internacional sobre o filósofo holandês. ...

Mário Ferreira dos Santos

Mário Ferreira dos Santos Mário Ferreira dos Santos foi o filósofo brasileiro mais prolífico do século XX, autor de mais de cinquenta obras que buscam construir um sistema filosófico compreensivo — a chamada Filosofia Concreta — sintetizando a tradição clássica ocidental (especialmente o pitagorismo, Aristóteles e a escolástica) com contribuições originais em ontologia, matemática, simbólica e teoria do conhecimento. Conceitos-chave Filosofia Concreta: Denominação dada por Ferreira dos Santos ao seu projeto sistemático. Opõe-se tanto ao abstrato logicismo dos analíticos quanto ao subjetivismo existencialista. O concreto é o real considerado na plenitude de suas determinações — não o dado empírico bruto, nem a abstração pura, mas a síntese dialética de ambos. Tensão dos Tensionais: Conceito central da ontologia de Ferreira dos Santos. A realidade é estruturada por tensões (tensionais) que se dinamizam mutuamente sem se anularem. Todo ente é uma composição de opostos em tensão dinâmica — eco da dialética e do pitagorismo. Esta tensão não é contradição lógica, mas princípio dinâmico constitutivo do real. Universal Concreto: Influenciado por Hegel, mas de modo original: o universal não é abstrato (válido para todos, mas esvaziado de conteúdo), nem apenas particular (singular e irrepetível). O universal concreto mantém a riqueza das determinações individuais enquanto revela a estrutura ontológica comum. Matemática e Ontologia: Ferreira dos Santos vê na matemática — especialmente na teoria dos números e na proporção pitagórica — uma chave para compreender a estrutura do real. A relação entre unidade e multiplicidade, finito e infinito, é abordada tanto matematicamente quanto ontologicamente em obras como Tratado de Simbólica e Filosofia e Cosmovisão. Enciclopédia das Ciências Filosóficas e Sociais: Projeto enciclopédico em múltiplos volumes que abarca lógica, ontologia, epistemologia, filosofia da natureza, filosofia da cultura, sociologia e psicologia filosófica. Testemunha da ambição sistemática do autor. ...

Marsílio Ficino

Marsílio Ficino Filósofo italiano e sacerdote católico. Líder da Academia Platônica de Florença sob o patrocínio de Cosme de Médici. Traduziu toda a obra de Platão para o latim pela primeira vez, além do Corpus Hermeticum e de Plotino. Ficino nasceu em Figline Valdarno, na Toscana, em 1433, e cresceu num ambiente de intenso intercâmbio cultural proporcionado pelo mecenato dos Médici. Quando Cosme de Médici decidiu fundar uma academia platônica inspirada no modelo da Antiguidade, escolheu Ficino para dirigi-la e incumbiu-o da monumental tarefa de traduzir para o latim os diálogos de Platão — corpus praticamente inacessível ao Ocidente medieval —, bem como os textos neoplatônicos de Plotino, Jâmblico e Proclo, além do recém-descoberto Corpus Hermeticum. Esse trabalho de tradução, concluído entre as décadas de 1460 e 1490, foi decisivo para que a filosofia platônica voltasse a circular no debate intelectual europeu após séculos de predominância aristotélica. ...

Martha Nussbaum

Martha Nussbaum Filósofa americana, professora na Universidade de Chicago. Uma das mais influentes pensadoras contemporâneas, trabalha na interseção entre ética, filosofia política, direito e literatura. Formada na tradição aristotélica, desenvolveu com Amartya Sen a abordagem das capacidades (capabilities approach) como alternativa ao utilitarismo e ao contratualismo na teoria da justiça. Defende que as emoções têm conteúdo cognitivo e são essenciais para o julgamento ético. Conceitos-chave Abordagem das capacidades (capabilities approach): a justiça não se mede pelo PIB ou pela utilidade agregada, mas pelas capacidades reais que cada pessoa tem de ser e fazer — viver, ter saúde, pensar, participar politicamente, etc.; lista de 10 capacidades centrais como limiar mínimo de dignidade humana Fragilidade do bem (The Fragility of Goodness): a vida boa depende de condições externas (sorte, relações, corpo) que escapam ao controle — contra a autossuficiência estoica e platônica; a vulnerabilidade é constitutiva da excelência moral Emoções e razão: as emoções não são impulsos irracionais, mas juízos avaliativos (appraisals) — medo, compaixão, indignação contêm avaliações cognitivas sobre o que importa; uma ética sem emoções é cega Justiça cosmopolita: obrigações de justiça não param nas fronteiras nacionais — deveres para com a humanidade inteira, inspirada nos estoicos e em Kant Educação humanística: as humanidades (filosofia, literatura, artes) são indispensáveis para formar cidadãos democráticos capazes de imaginação empática e pensamento crítico Capacidades animais: estende a abordagem das capacidades para incluir os direitos dos animais não humanos Influenciado por Aristóteles — ética das virtudes, phronesis, a boa vida humana John Rawls — justiça como equidade (mas critica os limites do contratualismo) Amartya Sen — desenvolvimento como liberdade; abordagem das capacidades Kant — cosmopolitismo e dignidade Estoicos — cosmopolitismo antigo Influenciou Teoria do desenvolvimento humano (Índice de Desenvolvimento Humano da ONU) Filosofia do direito e direitos humanos Ética animal contemporânea Filosofia da educação Obras The Fragility of Goodness (1986); The Therapy of Desire (1994); Cultivating Humanity (1997); Women and Human Development (2000); Upheavals of Thought: The Intelligence of Emotions (2001); Frontiers of Justice (2006); Creating Capabilities (2011); The Monarchy of Fear (2018). ...

Martin Buber

Martin Buber Martin Buber nasceu em Viena em 8 de fevereiro de 1878 e morreu em Jerusalém em 13 de junho de 1965. Criado em Lemberg (Lviv) na casa do avô, o erudito Salomon Buber, estudou filosofia, história da arte e germanística em Viena, Leipzig, Berlim e Zurique. Envolveu-se cedo com o movimento sionista cultural e dedicou-se ao estudo do hassidismo, tradição mística judaica do Leste europeu, que divulgou em obras como As Histórias de Rabi Nachman (1906) e A Lenda do Baal-Shem (1908). Entre 1925 e a conclusão da obra, em 1961, traduziu a Bíblia hebraica para o alemão em colaboração com Franz Rosenzweig, e depois sozinho, após a morte deste, em 1929. Lecionou em Frankfurt (1924–1933); com a ascensão do nazismo, emigrou em 1938 para a Palestina, onde ensinou filosofia social na Universidade Hebraica de Jerusalém. ...

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