Francisco de Vitoria

Francisco de Vitoria Francisco de Vitoria nasceu entre c. 1483 e 1486 (a data e o local, Burgos ou Vitória, são discutidos) e morreu em Salamanca, em 12 de agosto de 1546. Frade dominicano, estudou em Paris, onde conheceu o método de comentar a Suma teológica de Tomás de Aquino e ensinou antes de regressar à Espanha. Lecionou em Valladolid e, desde 1526, ocupou a cátedra principal de teologia da Universidade de Salamanca, onde adotou a Suma como texto de referência em lugar das Sentenças de Pedro Lombardo. É considerado o fundador da Escola de Salamanca, grupo de teólogos e juristas do século XVI (entre os quais Domingo de Soto e Melchor Cano) que renovou a escolástica e, posteriormente, teve em Francisco Suárez um de seus herdeiros. ...

Francisco Suárez

Francisco Suárez Francisco Suárez nasceu em Granada, em 5 de janeiro de 1548, e morreu em Lisboa, em 25 de setembro de 1617. Ingressou na Companhia de Jesus em 1564, estudou em Salamanca e ensinou filosofia e teologia em Segóvia, Valladolid, Roma (Colégio Romano), Alcalá, Salamanca e, a partir de 1597, em Coimbra, onde permaneceu até pouco antes de sua morte. É a figura mais influente da chamada Segunda Escolástica, o renascimento do pensamento escolástico nos séculos XVI e XVII, em especial na Península Ibérica, em que o tomismo e outras correntes medievais foram reelaborados em diálogo com as questões da época. ...

Frantz Fanon

Frantz Fanon Frantz Omar Fanon nasceu em 20 de julho de 1925 em Fort-de-France, Martinica (então colônia francesa). Psiquiatra, ensaísta e militante político, é a figura mais influente da filosofia anticolonial africana e caribenha. Formado em medicina e psiquiatria na França (Lyon), trabalhou como chefe de serviço de psiquiatria no Hospital de Blida-Joinville, na Argélia, a partir de 1953. Diante das atrocidades da Guerra de Independência da Argélia (1954–1962), aderiu ao FLN (Frente de Libertação Nacional) e tornou-se um dos principais porta-vozes intelectuais da causa anticolonial. Morreu de leucemia em Bethesda, Maryland, em 6 de dezembro de 1961, com 36 anos, dias após a publicação de Les damnés de la terre. ...

Franz Brentano

Franz Brentano Franz Brentano (1838–1917) foi um filósofo austríaco-alemão cuja obra constitui um dos pontos de inflexão silenciosos da filosofia moderna. Nascido em Marienberg am Rhein, em uma família católica de origem italiana — era sobrinho do poeta romântico Clemens Brentano —, doutorou-se em 1862 em Tübingen com a tese Von der mannigfachen Bedeutung des Seienden nach Aristoteles (“Dos múltiplos sentidos do ente em Aristóteles”), trabalho que, lido na adolescência por Martin Heidegger, marcaria toda uma linhagem de retorno a Aristóteles no século XX. Ordenado sacerdote católico em 1864, habilitou-se em Würzburg em 1866 e renunciou ao sacerdócio em 1873, em meio à crise aberta pelo dogma da infalibilidade papal (Vaticano I, 1870). Em Viena, onde lecionou de 1874 a 1895, formou uma constelação de discípulos — Husserl, Meinong, Twardowski, Stumpf, Ehrenfels, Marty — que dariam origem à fenomenologia, à teoria do objeto e à Escola de Lvov-Varsóvia. Perdeu a cátedra em 1880 por casar-se (a lei austríaca tratava ex-padres como ainda vinculados ao celibato) e foi reduzido a Privatdozent. Aposentado em 1895, viveu em Florença e depois em Zurique, onde morreu cego em 1917. ...

Friedrich Hayek

Friedrich Hayek Friedrich August von Hayek nasceu em Viena, em 8 de maio de 1899, e morreu em Freiburg im Breisgau, em 23 de março de 1992. Doutor em direito (1921) e em ciências políticas (1923) pela Universidade de Viena, formou-se no ambiente da Escola Austríaca de economia, sob influência de Carl Menger e de Ludwig von Mises. A partir de 1931 lecionou na London School of Economics, onde travou com John Maynard Keynes o debate sobre ciclos econômicos e política monetária; depois da guerra passou por Chicago (Comitê de Pensamento Social, a partir de 1950), Freiburg e Salzburgo. Em 1947 participou da fundação da Sociedade Mont Pèlerin. Em 1974 recebeu o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, dividido com Gunnar Myrdal, por seus trabalhos sobre teoria da moeda e flutuações econômicas e pela análise da interdependência dos fenômenos econômicos, sociais e institucionais. ...

Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche Filho de um pastor luterano, Friedrich Nietzsche nasceu em Röcken, na Prússia, em 1844. Filólogo clássico precocíssimo, tornou-se professor na Universidade da Basileia aos 24 anos — antes mesmo de concluir o doutorado. A admiração e depois a ruptura com o compositor Richard Wagner, somadas à saúde frágil, levaram-no a abandonar a cátedra em 1879 e a viver como andarilho solitário pela Suíça e pela Itália, escrevendo seus livros mais importantes. Em janeiro de 1889, em Turim, sofreu um colapso mental do qual nunca se recuperou: passou os últimos onze anos incapacitado, e sua obra inédita acabou em parte deturpada pela irmã Elisabeth — apesar de o próprio Nietzsche ter rejeitado com veemência o nacionalismo e o antissemitismo alemães. ...

Friedrich Schleiermacher

Friedrich Schleiermacher Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher nasceu em Breslau (atual Wrocław, Polônia) em 21 de novembro de 1768 e faleceu em Berlim em 12 de fevereiro de 1834. Filho de um capelão reformado, estudou no seminário morávia de Barby e depois em Halle. Tornou-se pregador em Berlim, professor em Halle (1804–1807) e, a partir de 1810, professor de teologia e filosofia na recém-fundada Universidade de Berlim — da qual foi um dos principais articuladores intelectuais, ao lado de Wilhelm von Humboldt e Fichte. ...

Friedrich Wilhelm Joseph Schelling

Friedrich Wilhelm Joseph Schelling O mais versátil dos idealistas alemães; seu pensamento passou por múltiplas fases radicalmente distintas. Influenciou diretamente o Romantismo e antecipou o Existencialismo. Nascido em Leonberg, Württemberg, em 1775, Schelling estudou no Stift de Tübingen ao lado de Hegel e Hölderlin, onde o entusiasmo pela Revolução Francesa e pela filosofia kantiana moldou sua geração. Aos vinte anos já publicava textos de notável originalidade, e em 1798 assumiu uma cátedra em Jena — então epicentro intelectual do idealismo e do Romantismo alemão. Esse ambiente fez dele interlocutor direto de Fichte, Goethe e dos irmãos Schlegel, consolidando sua reputação como o mais promissor filósofo de sua época. ...

G.E. Moore

G.E. Moore Filósofo britânico, cofundador — junto com Russell e Frege — da filosofia analítica. Sua crítica ao idealismo britânico e seu trabalho em ética influenciaram decisivamente toda a tradição analítica do século XX. Conceitos-chave Falácia naturalista (naturalistic fallacy): o erro de definir o bem em termos de propriedades naturais (prazer, evolução, desejo). O bem (good) é simples, indefinível e não-natural — não pode ser reduzido a nenhuma propriedade empírica. Crítica central ao utilitarismo e ao naturalismo ético Questão aberta (open question argument): para qualquer propriedade natural X, sempre faz sentido perguntar “X é bom?” — se o bem fosse idêntico a X, a questão seria absurda. Isso prova que bem ≠ X Intuicionismo moral: os valores morais fundamentais são conhecidos por intuição direta, não por inferência ou definição. Ética é uma ciência autônoma, não redutível às ciências naturais Realismo do senso comum: contra o idealismo de Berkeley e Hegel — o mundo externo existe independentemente da mente. Defesa do realismo do senso comum como ponto de partida filosófico Prova do mundo externo: “aqui está uma mão, aqui está outra” — argumenta que podemos provar a existência do mundo externo com mais certeza do que qualquer premissa filosófica abstrata que a negue Análise dos conceitos: a tarefa central da filosofia é a análise — decompor conceitos complexos em seus componentes mais simples e precisos; programa que define a filosofia analítica Bens intrínsecos: certos estados são bons por si mesmos (amizade, beleza, conhecimento) — independentemente de qualquer consequência. Crítica ao hedonismo utilitarista Influenciado por Kant — ética deontológica e autonomia da moral Russell — programa analítico (influência mútua) Sidgwick — intuicionismo moral britânico Influenciou Russell e Wittgenstein — filosofia analítica Grupo de Bloomsbury (Virginia Woolf, Keynes) — ética e estética Metaética contemporânea (intuicionismo, realismo moral) Karl Popper — teoria do conhecimento Obras Principia Ethica (1903); Ética (1912); Estudos Filosóficos (1922); Alguns Problemas Fundamentais da Filosofia (1953). ...

Gabriel Marcel

Gabriel Marcel Gabriel Marcel nasceu em Paris em 7 de dezembro de 1889 e morreu na mesma cidade em 8 de outubro de 1973. Filósofo, dramaturgo, crítico teatral e músico, converteu-se ao catolicismo em 1929. Não fez carreira acadêmica convencional: ensinou por algum tempo no ensino médio, atuou como crítico e editor e escreveu cerca de trinta peças, que ele via como parte indissociável de seu trabalho filosófico. Proferiu as Gifford Lectures em Aberdeen (1949–1950), publicadas como Le Mystère de l’être (1951), e as William James Lectures em Harvard (1961–1962). Sua filosofia, em geral não sistemática, avança por meditações a partir da experiência concreta, e Journal métaphysique (1927), escrito em forma de diário, é o seu primeiro grande texto. ...

Galileu Galilei

Galileu Galilei Nascido em Pisa em 1564, Galileu Galilei é frequentemente chamado de “pai da ciência moderna”. Professor de matemática em Pisa e Pádua, em 1609 aperfeiçoou o recém-inventado telescópio e o apontou para o céu — com resultados que abalaram a cosmologia aristotélica: montanhas e crateras na Lua, quatro satélites girando em torno de Júpiter, as fases de Vênus, manchas no Sol. O céu, afinal, não era o reino perfeito e imutável que se supunha. ...

Gaston Bachelard

Gaston Bachelard Gaston Bachelard nasceu em Bar-sur-Aube, na França, em 27 de junho de 1884, e morreu em Paris em 16 de outubro de 1962. De origem modesta, trabalhou nos correios antes de se dedicar aos estudos de ciências e, depois, de filosofia. Lecionou física e química no colégio de Bar-sur-Aube a partir de 1919, doutorou-se em 1927 e foi professor na Universidade de Dijon de 1930 a 1940. Nesse ano assumiu, na Sorbonne, a cátedra de história e filosofia das ciências, que ocupou até 1954, sucedendo Abel Rey. Georges Canguilhem foi seu discípulo e seu sucessor na Sorbonne. ...

Gayatri Spivak

Gayatri Spivak Gayatri Chakravorty Spivak (n. 1942, Calcutá) é uma teórica indiana e professora de literatura comparada na Universidade Columbia. Sua tradução para o inglês de De la grammatologie (1976) tornou Derrida acessível ao mundo anglófono e marcou o início de uma das obras mais influentes — e dificultosamente sintética — da teoria contemporânea. Spivak combina desconstrução, marxismo, feminismo e crítica pós-colonial. Foi associada ao Subaltern Studies Group, coletivo de historiadores sul-asiáticos que, a partir de Gramsci e de Ranajit Guha, propunha reescrever a história colonial e nacional a partir das classes subalternas. Seu ensaio “Can the Subaltern Speak?” (1988; Pode o subalterno falar?) tornou-se referência canônica do campo. Em obras posteriores, Spivak ampliou sua reflexão para a globalização, a pedagogia e a literatura-mundo. ...

Georg Lukács

Georg Lukács Georg (György) Lukács (13 de abril de 1885, Budapeste — 4 de junho de 1971, Budapeste) foi um filósofo e crítico literário húngaro, fundador, com sua obra de 1923, daquilo que se chamaria marxismo ocidental. Nascido em família judaica abastada e assimilada, formou-se na cultura neokantiana alemã — foi próximo de Georg Simmel e Max Weber — antes de aderir ao comunismo em 1918. Foi comissário do povo para a educação e a cultura na efêmera República Soviética Húngara de 1919 e, décadas depois, ministro da cultura no governo de Imre Nagy durante a Revolução Húngara de 1956. Sua trajetória, atravessada por sucessivas autocríticas e por uma relação tensa com o stalinismo, vai da estética pré-marxista ao marxismo hegeliano e, por fim, a uma vasta Ontologia do Ser Social. ...

Georg Wilhelm Friedrich Hegel

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasceu em Stuttgart em 1770 e estudou no seminário de Tübingen ao lado de Hölderlin e de Schelling. Jovem entusiasta da Revolução Francesa, viu em Napoleão — que avistou a cavalo em Jena, em 1806 — a “alma do mundo” em marcha. Depois de anos como preceptor, jornalista e diretor de ginásio, chegou às cátedras de Heidelberg e, sobretudo, Berlim, onde se tornou o filósofo mais influente da Alemanha de seu tempo, até morrer em 1831. Sua obra é o sistema mais ambicioso da história da filosofia: lógica, natureza, espírito, história, arte e religião articulados como momentos de um único processo. ...

George Berkeley

George Berkeley Filósofo irlandês nascido em 1685 e mais tarde bispo anglicano de Cloyne, George Berkeley produziu suas obras filosóficas mais importantes ainda muito jovem, antes dos trinta anos. Homem de fé e de ação, chegou a atravessar o Atlântico com o projeto de fundar um colégio nas Bermudas para as colônias americanas. É lembrado como o segundo grande nome do empirismo britânico, entre Locke e Hume — e o mais surpreendente dos três, por levar o empirismo a uma conclusão radical: a de que a matéria não existe. ...

Gerd Bornheim

Gerd Alberto Bornheim (1929–2002), nascido em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, foi um dos principais introdutores e intérpretes do existencialismo e da fenomenologia no Brasil. Sua atividade intelectual abrangeu um campo amplo: além do existencialismo, dedicou-se à dialética, ao estudo dos filósofos pré-socráticos e à filosofia da arte e do teatro. Professor em diversas instituições, entre as quais a USP, a UFRGS, a UERJ e a PUC, exerceu papel decisivo na formação filosófica de várias gerações. Sua escrita conjuga clareza expositiva e rigor conceitual, o que fez de obras como sua introdução ao filosofar e seu estudo sobre Sartre referências de leitura para estudantes de filosofia no país. ...

Giambattista Vico

Giambattista Vico Giambattista Vico (1668–1744) nasceu e morreu em Nápoles, cidade onde passou praticamente toda a vida como professor de retórica na universidade local — cargo que ocupou a partir de 1699 e que lhe garantiu magro sustento, mas pouco prestígio acadêmico diante dos juristas e cientistas de sua época. Formado em direito, mas autodidata em filologia clássica, história romana e filosofia, Vico construiu sua obra em relativa marginalidade em relação às correntes dominantes do seu tempo — sobretudo o racionalismo cartesiano, que dominava as universidades europeias e que ele submeteu a uma crítica sistemática já em De nostri temporis studiorum ratione (Sobre o método dos estudos do nosso tempo, 1709). Contra a pretensão cartesiana de fundar todo saber no modelo matemático-dedutivo, Vico defendia que as ciências humanas — a história, o direito, a filologia — exigem um método próprio, fundado não na evidência geométrica mas na reconstrução imaginativa e histórica das obras humanas. ...

Gilbert Ryle

Gilbert Ryle Gilbert Ryle nasceu em Brighton, Inglaterra, em 19 de agosto de 1900, e morreu em Whitby, North Yorkshire, em 6 de outubro de 1976. Estudou clássicos e depois filosofia no Queen’s College, Oxford, tornou-se tutor em Christ Church (onde atuou de 1925 a 1940) e, na Segunda Guerra Mundial, serviu nos Welsh Guards em trabalho de inteligência. Após a guerra, foi eleito Waynflete Professor of Metaphysical Philosophy em Oxford, cargo que ocupou até o fim de sua carreira acadêmica, e foi editor da revista Mind entre 1947 e 1971. Foi um dos principais nomes da chamada “filosofia da linguagem ordinária” de Oxford, embora preferisse descrever seu método como análise do “mapa lógico” dos conceitos, isto é, do modo como expressões de categorias diferentes se comportam logicamente. ...

Gilles Deleuze

Gilles Deleuze Filósofo francês; criou uma filosofia da diferença e da multiplicidade que subverte a tradição metafísica centrada na identidade. Produziu obras solitárias e em colaboração com Félix Guattari. Conceitos-chave Diferença em si mesma (Diferença e Repetição, 1968): a diferença não é derivada da identidade — ela é originária; a identidade é secundária em relação à diferença. Crítica à tradição que sempre subordinou a diferença ao Mesmo Rizoma (com Guattari): contra o modelo arborescente (raiz única, hierarquia, centro), o rizoma é multiplicidade horizontal sem ponto de origem ou destino — conecta qualquer ponto com qualquer outro. Metáfora para o pensamento, a política e a cultura Linhas de fuga (lignes de fuite): todo sistema social e subjetivo contém forças de desterritorialização que escapam às estruturas dominantes — criação do novo, resistência ao controle Plano de imanência: a realidade não tem transcendência; tudo é imanente a um plano único de forças e intensidades — contra o dualismo platônico e a transcendência teológica Desejo como produção (Guattari): contra Freud (desejo como falta) — o desejo é força produtiva, afirmativa; o capitalismo captura a produção desejante mas esta sempre transborda Corpo sem órgãos: superfície de intensidades sem organização prévia — contra o organismo como modelo normativo do corpo Conceito de conceito: a filosofia cria conceitos — não representa, não contempla, não comunica; criar conceitos é a tarefa específica do filósofo Influenciado por Bergson — duração, multiplicidade, criação (Bergsonismo, 1966) Nietzsche — vontade de potência, eterno retorno, afirmação (Nietzsche e a Filosofia, 1962) Spinoza — imanência e potência (Spinoza: Filosofia Prática, 1970) Hume — empirismo radical e associacionismo Influenciou Estudos culturais e teoria queer Ciências cognitivas e biologia (auto-organização) Arquitetura, arte contemporânea Teoria política pós-marxista Obras Nietzsche e a Filosofia (1962); Bergsonismo (1966); Diferença e Repetição (1968); A Lógica do Sentido (1969); O Anti-Édipo (1972, com Guattari); Mil Platôs (1980, com Guattari); O que é a Filosofia? (1991, com Guattari). ...

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