Wilhelm Dilthey

Wilhelm Dilthey Wilhelm Dilthey nasceu em Biebrich am Rhein (atual Wiesbaden, Alemanha) em 19 de novembro de 1833 e faleceu em Seis am Schlern (atual norte da Itália) em 1 de outubro de 1911. Professor em Basileia, Kiel e, a partir de 1882, em Berlim — onde ocupou a cátedra de Hegel —, Dilthey dedicou sua vida a um projeto inacabado mas monumentalmente influente: fornecer às ciências humanas (Geisteswissenschaften) um fundamento filosófico próprio, equivalente ao que Kant havia dado às ciências naturais na Crítica da Razão Pura. ...

William James

William James Filósofo e psicólogo americano, co-fundador do pragmatismo e pioneiro da psicologia moderna. Irmão do escritor Henry James. Popularizou e desenvolveu o pragmatismo de Peirce numa direção mais psicológica e humanista, com influência enorme sobre a filosofia, a psicologia e a teologia do século XX. Conceitos-chave Pragmatismo como método: uma ideia é verdadeira se funciona, se produz consequências satisfatórias para a ação — verdade como valor instrumental, não correspondência estática Verdade como processo: “a verdade acontece a uma ideia; ela se torna verdade, é feita verdadeira pelos eventos” — a verdade é dinâmica e verificável na experiência Empirismo radical: a experiência não inclui apenas coisas, mas também as relações entre elas — crítica ao empirismo clássico que fragmentava a experiência em átomos isolados Fluxo de consciência (stream of consciousness): a consciência não é discreta e estática, mas contínua, pessoal e seletiva — conceito que influenciou profundamente a literatura modernista Vontade de crer (will to believe): diante de questões onde a evidência é insuficiente e a decisão é forçada e importante (como a crença em Deus), é racionalmente legítimo crer com base em razões práticas e emotivas Variedades da experiência religiosa: a religião deve ser avaliada pelos seus efeitos na vida das pessoas, não por sua metafísica; o misticismo tem validade psicológica real Pluralismo: a realidade é múltipla e inacabada — crítica ao monismo absoluto hegeliano Influenciado por Peirce — máxima pragmática original Darwin — evolucionismo e funcionalismo mental Hume — ceticismo e empirismo Kant — teoria do conhecimento (criticamente) Influenciou John Dewey — instrumentalismo e filosofia da educação Bergson — relação mútua entre filosofia da vida e do tempo Wittgenstein — referências explícitas em Investigações Filosóficas Psicologia americana (funcionalismo, behaviorismo) Teologia liberal e movimento modernista religioso Obras Os Princípios da Psicologia (1890); A Vontade de Crer (1897); As Variedades da Experiência Religiosa (1902); Pragmatismo (1907); Empirismo Radical (1912). ...

Xavier Zubiri

Xavier Zubiri Xavier Zubiri Apalategui nasceu em San Sebastián, em 4 de dezembro de 1898, e morreu em Madri, em 21 de setembro de 1983. De formação filosófica e teológica em Madri, Lovaina e Roma, ordenou-se sacerdote e, em 1926, obteve por concurso a cátedra de História da Filosofia da Universidade Central de Madri, onde foi discípulo de Ortega y Gasset e de Manuel García Morente. Em 1929–1930 estudou em Friburgo, com Husserl e Heidegger, e em seguida em Berlim, onde se dedicou também à física, à filologia e à biologia. Deixou o estado clerical na década de 1930 e casou-se com Carmen Castro, filha do historiador Américo Castro. Depois da Guerra Civil, grande parte de sua obra foi exposta em cursos privados e conferências, e só nas décadas finais de sua vida chegou à forma de livros. ...

Xenófanes de Cólofon

Xenófanes de Cólofon Poeta-filósofo grego itinerante, nascido em Cólofon, na Jônia (costa ocidental da Ásia Menor), por volta de 570 a.C. Com a conquista persa da Jônia em meados do século VI a.C., Xenófanes deixou sua cidade natal e passou o restante da vida em movimento pelo mundo helênico, instalando-se por períodos em Zancle e Catânia (Sicília) e, segundo a tradição, em Élea, no sul da Itália. Viveu excepcionalmente longo — fontes antigas sugerem que ultrapassou os noventa anos —, e toda a sua produção chegou até nós apenas em fragmentos citados por autores posteriores como Sexto Empírico, Simplício e Ateneu. ...

Xunzi

Xunzi Xunzi (荀子 Xún Zǐ, “Mestre Xun”; nome pessoal Kuàng 況), que viveu por volta de c. 310–c. 235 a.C., é, ao lado de Confúcio e Mêncio, um dos três grandes pensadores do confucionismo clássico. Atuou no período dos Reinos Combatentes e foi figura de prestígio na academia Jixia, no Estado de Qi. Sua filosofia destaca-se pelo rigor argumentativo e pelo naturalismo: enquanto outros confucianos fundamentavam a moral em uma ordem celestial moralmente engajada, Xunzi a fundamenta na cultura humana, no ritual e na educação deliberada. ...

Zenão de Cítio

Zenão de Cítio Fundador do Estoicismo. Lecionava no Stoa Poikilê (Pórtico Pintado) de Atenas — daí o nome da escola. Após ouvir a história de Sócrates por meio do cinismo de Crates, abandonou o comércio para se dedicar à filosofia. Ensinou que a virtude é o único bem real; tudo o mais (riqueza, saúde, fama) é indiferente (adiaphora). O universo é perpassado pelo Lógos divino (fogo racional) e cada evento acontece por necessidade racional. ...

Zenão de Eleia

Zenão de Eleia Natural de Eleia, no sul da Itália, e ativo em meados do século V a.C., Zenão foi o mais célebre discípulo de Parmênides — segundo Platão, acompanhou o mestre a Atenas, onde ambos teriam dialogado com o jovem Sócrates. A tradição também lhe atribui um fim heroico: torturado por um tirano cuja derrubada conspirava, teria preferido a morte à delação. É lembrado sobretudo como um mestre da argumentação. ...

Zhu Xi

Zhu Xi Nota sobre romanização: os nomes chineses são apresentados em pinyin, com caracteres originais entre parênteses na primeira ocorrência. Os tons não são marcados graficamente, conforme o uso editorial corrente. Zhu Xi (朱熹), filósofo da dinastia Song meridional, é o grande sistematizador do que se convencionou chamar Neoconfucionismo — também conhecido como Lixue (理學, “Estudo do Princípio”) ou escola Cheng-Zhu, em referência aos irmãos Cheng (Cheng Hao e Cheng Yi), cujos escritos Zhu Xi organizou em síntese. Funcionário e mestre, passou a maior parte da vida ensinando em academias privadas e revisando textos clássicos. Sua importância histórica é difícil de exagerar: o currículo educacional fundado em seus comentários aos Sishu (四書, “Quatro Livros”) foi a base dos exames imperiais chineses de 1313 a 1905, e por essa via moldou também o pensamento da Coreia, do Vietnã e do Japão. ...

Zhuangzi

Nota sobre fontes e autoria: As datas de Zhuangzi (莊子, “Mestre Zhuang”; nome pessoal Zhōu 周) são incertas — c. 369–286 a.C. é a estimativa convencional, derivada de menções históricas em textos do período. O texto homônimo Zhuangzi (莊子), tal como chegou até nós, é uma compilação de três seções: os 7 capítulos internos (nèipiān 內篇), geralmente atribuídos ao próprio Zhuangzi pela erudição moderna; os 15 capítulos externos (wàipiān 外篇) e os 11 capítulos mistos (zápiān 雜篇), considerados trabalhos de discípulos e comentadores posteriores. A edição que chegou à modernidade deve-se ao estudioso Guo Xiang (c. 252–312 d.C.). ...

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