Pico della Mirandola

Pico della Mirandola Giovanni Pico della Mirandola. Filósofo italiano prodigio; sabia latim, grego, hebraico, árabe e aramaico. Propôs realizar um debate em Roma com 900 teses de todas as tradições filosóficas — o papa Inocêncio VIII condenou algumas delas. Morreu aos 31 anos. Formado na Academia Platônica de Florença em estreito diálogo com Marcílio Ficino e no círculo de Lorenzo de’ Medici, Pico representou o ápice do humanismo renascentista. Em 1486, redigiu as 900 Conclusiones — teses extraídas de fontes tão diversas quanto Platão, Aristóteles, Avicena, Averróis, a Cabala judaica e o Corpus Hermeticum — com a ambição de demonstrar que a verdade filosófica e religiosa era uma só, acessível por múltiplos caminhos. O projeto foi interrompido quando uma comissão papal condenou treze das teses como heréticas; Pico refugiou-se em França e só retornou à Itália graças à proteção de Lorenzo de’ Medici. ...

Pirro

Pirro Fundador do Ceticismo Antigo. Acompanhou Alexandre Magno até a Índia e encontrou ascetas que influenciaram seu pensamento. Não deixou escritos; viveu coerentemente com a epoché. A tranquilidade (ataraxia) chega naturalmente quando se suspende todo julgamento: como não podemos saber se algo é bom ou mau, belo ou feio, não há razão para perturbação. Natural de Élis, no Peloponeso, Pirro viveu em torno de 365 a 270 a.C. e atuou num período marcado pela dissolução do mundo da polis clássica e pela ascensão do cosmopolitismo helenístico. Nesse contexto de instabilidade política e diversidade cultural, a pergunta sobre como alcançar a felicidade (eudaimonia) ganhou urgência renovada. Pirro respondeu de forma radical: a felicidade não depende de conhecer a verdade última das coisas, mas sim de reconhecer que tal verdade não está ao nosso alcance. Para ele, as coisas são igualmente indetermináveis, inapreensíveis e indecidíveis (adiáfora, astathmêta, anepíkrita); diante disso, a postura sábia é a epoché — a suspensão do juízo — e não a afirmação apressada. Seu principal discípulo, Timão de Fliúnte, preservou suas ideias em forma de poema, permitindo que o pirronismo chegasse às gerações seguintes. ...

Pitágoras

Pitágoras Nascido na ilha de Samos por volta de 570 a.C., Pitágoras emigrou para Crotona, no sul da Itália (a Magna Grécia), onde fundou uma comunidade filosófico-religiosa célebre por seu modo de vida austero, suas regras de silêncio e o caráter secreto de seus ensinamentos. Como nada escreveu e seus discípulos atribuíam tudo ao mestre, é difícil separar suas ideias das dos pitagóricos que o seguiram; sua figura, já na Antiguidade, mesclava-se à lenda. ...

Platão

Platão Discípulo de Sócrates e o mais influente filósofo da Antiguidade, Platão nasceu em uma família aristocrática ateniense por volta de 428 a.C. A condenação do mestre, em 399 a.C., marcou-o profundamente e afastou-o da carreira política que sua origem lhe reservava. Após anos de viagens — que a tradição associa a contatos com os pitagóricos do sul da Itália e às frustradas tentativas de educar os tiranos de Siracusa —, fundou por volta de 387 a.C. a Academia, a primeira instituição de ensino superior do Ocidente, que funcionaria por mais de novecentos anos. Sua obra chegou quase íntegra até nós, quase toda em forma de diálogo, com Sócrates como personagem central. ...

Plotino

Plotino Nascido por volta de 205 d.C., provavelmente no Egito romano, Plotino estudou por anos em Alexandria com o enigmático mestre Amônio Sacas e, mais tarde, fixou-se em Roma, onde fundou uma escola e levou uma vida de notável ascese. Suas lições foram reunidas e organizadas por seu discípulo Porfírio nas Enéadas. É o fundador do neoplatonismo e o maior filósofo da Antiguidade tardia, fazendo de Platão o ponto de partida de uma das mais grandiosas metafísicas já concebidas. ...

Porfirio

Porfirio Porfírio de Tiro — em grego Porphýrios, nome adotado a partir do original semita Malco (em fenício, “rei”) — nasceu por volta de 234 d.C. em Tiro (na atual costa do Líbano) e morreu cerca de 305 d.C. Atenção: não deve ser confundido com Porfírio de Gaza (séc. V), bispo cristão homônimo, nem com outros personagens tardios que carregaram o mesmo nome. Após estudar em Atenas com Cássio Longino, juntou-se em c. 263 d.C. ao círculo de Plotino em Roma, do qual se tornou o discípulo mais célebre. Tornou-se editor das Enéadas (publicação póstuma c. 301), agrupando os escritos do mestre em seis grupos de nove tratados, precedidos por uma Vita Plotini (Vida de Plotino) — fonte biográfica fundamental sobre Plotino. Sua influência, contudo, vai muito além da edição dos textos plotinianos: através da Isagoge, Porfírio formatou o ingresso da lógica aristotélica no mundo medieval. ...

Proclo

Proclo Proclo Lício Diádoco (em grego Próklos Lýkios Diádokhos, “Proclo o Lício, o Sucessor”) nasceu em Constantinopla em 412 d.C. e morreu em Atenas em 17 de abril de 485 d.C. Atenção: não deve ser confundido com Proclo Procópio (orador do séc. V) nem com outros homônimos da Antiguidade tardia. Filho de família abastada da Lícia (sul da atual Turquia), formou-se em Alexandria e logo migrou para Atenas, onde estudou com Plutarco de Atenas (não confundir com o ensaísta de Queroneia) e com Siriano, a quem sucedeu como escolarca da Academia — daí o título Diádokhos, “o Sucessor”. Foi o último grande sistematizador do neoplatonismo pagão antes do fechamento da Academia pelo imperador Justiniano em 529 d.C. Sua obra organiza a herança plotiniana em uma rede rigorosa de proposições e tríades, num projeto comparável, em ambição, à Suma tomista — mas em sentido inteiramente pagão. ...

Protágoras

Protágoras Nascido em Abdera por volta de 490 a.C., Protágoras foi o primeiro e mais famoso dos sofistas — os mestres itinerantes que, mediante pagamento, ensinavam aos jovens a retórica e a aretê (excelência) necessárias para o sucesso na vida pública das cidades gregas. Frequentou o círculo de Péricles em Atenas e chegou a redigir as leis da colônia de Túrios. É a figura que melhor encarna o espírito do movimento sofístico. ...

René Descartes

René Descartes Frequentemente chamado de “pai da filosofia moderna”, René Descartes nasceu em 1596 em La Haye, na Touraine francesa, e formou-se no rigoroso colégio jesuíta de La Flèche. Insatisfeito com o saber livresco, alistou-se como voluntário nos exércitos da Guerra dos Trinta Anos; foi nesse período, segundo seu relato, que teve em 1619 a intuição de um método universal capaz de dar à filosofia a mesma certeza da matemática. Viveu a maior parte da vida produtiva na Holanda e morreu em 1650 em Estocolmo, para onde fora convidado a instruir a rainha Cristina da Suécia. Foi também grande matemático: a geometria analítica e o sistema de coordenadas que leva seu nome são criações suas. ...

Richard Rorty

Richard Rorty Richard McKay Rorty foi um filósofo americano que lecionou em Princeton, na Universidade da Virgínia e em Stanford. Começou como filósofo analítico formado na tradição Wittgenstein-Sellars, mas Philosophy and the Mirror of Nature (1979) o projetou como um dos críticos mais radicais da tradição epistemológica ocidental. Rorty é o principal representante do neopragmatismo, que combina a herança pragmatista americana (Dewey, James) com elementos da filosofia continental (Heidegger, Derrida) e da filosofia analítica tardia (Wittgenstein, Quine, Sellars). ...

Robert Nozick

Robert Nozick Robert Nozick foi um filósofo político americano, professor em Harvard, cujo Anarchy, State, and Utopia (1974) se tornou a resposta libertária mais sistemática e rigorosa à teoria da justiça de John Rawls, reorientando o debate político-filosófico anglofônico por décadas. Além da filosofia política, contribuiu de modo original à epistemologia, à metafísica e à ética. Conceitos-chave Teoria do Direito como Restrição Lateral (Anarchy, State, and Utopia, 1974): Nozick sustenta que os direitos individuais são restrições laterais (side constraints) à ação — não fatores a serem maximizados dentro de um cálculo, mas limites que não podem ser violados mesmo quando a violação produziria resultados melhores para o maior número. A dignidade individual proíbe usar pessoas como meros meios para fins alheios. ...

Rodolfo Kusch

Rodolfo Kusch Nascido em Buenos Aires em 1922, em família de origem alemã, Rodolfo Kusch uniu filosofia e antropologia de um modo raro: em vez de pensar a América a partir dos livros europeus, percorreu o noroeste argentino e o altiplano boliviano em extenso trabalho de campo, ouvindo o pensamento quéchua e aimará. Dessa experiência nasceu uma pergunta radical: a ontologia europeia seria mesmo capaz de compreender a maior parte da experiência humana? ...

Roland Barthes

Roland Barthes Roland Barthes (12 de novembro de 1915, Cherbourg — 26 de março de 1980, Paris) foi um crítico literário, semiólogo e ensaísta francês, uma das figuras centrais do estruturalismo e da virada pós-estruturalista. Marcado na juventude pela tuberculose, que o afastou da carreira universitária regular, construiu uma obra inclassificável, a meio caminho entre a crítica, a filosofia e a literatura. Em 1977 foi eleito para uma cátedra de semiologia literária no Collège de France. Morreu em 1980, semanas depois de ser atropelado por uma camionete em Paris. ...

Ronald Dworkin

Ronald Dworkin Filósofo do direito e da moral americano, professor em Yale, Oxford e New York University; a obra de Dworkin constitui a mais influente crítica ao positivismo jurídico do século XX e uma teoria normativa abrangente que integra direito, moralidade política e ética. Conceitos-chave Princípios vs. regras: contra Hart, Dworkin argumenta que os sistemas jurídicos incluem não apenas regras (que se aplicam tudo-ou-nada) mas também princípios e políticas. Princípios como “ninguém deve se beneficiar de seu próprio ilícito” têm peso e dimensão; não derivam de nenhuma regra de reconhecimento — o que prova que o positivismo é insuficiente como teoria descritiva do direito Crítica à discricionariedade: Hart admite que nos “casos difíceis” os juízes exercem discricionariedade, criando direito novo. Dworkin rejeita isso: mesmo nos casos difíceis existe uma resposta correta (one right answer thesis) — o juiz descobre o direito existente, não o cria Direitos como trunfos (rights as trumps): em Taking Rights Seriously (1977), os direitos individuais são “trunfos” que se sobrepõem a argumentos de utilidade coletiva ou política — nenhum objetivo social pode justificar violá-los. Dworkin defende um liberalismo igualitário fundado em igual consideração e respeito Direito como integridade (law as integrity): em Law’s Empire (1986), o direito não é um conjunto de fatos brutos (positivismo) nem uma lista de valores naturais (jusnaturalismo), mas uma prática interpretativa. O direito como integridade exige que os juízes tratem o sistema como expressão de um conjunto coerente de princípios morais Romance em cadeia (chain novel): metáfora do processo interpretativo — o juiz que decide um caso difícil é como um escritor que continua um romance escrito por vários autores; deve ser fiel aos capítulos anteriores e, ao mesmo tempo, tornar a obra a melhor possível Juiz Hércules: personagem ideal (não real) dotado de capacidade sobre-humana de encontrar a decisão que melhor se ajusta aos princípios do sistema e o torna moralmente mais coerente. Crítica implícita: decisões judiciais reais devem se aproximar deste ideal Igualdade de recursos (equality of resources): em Sovereign Virtue (2000), a distribuição justa exige que os recursos sejam divididos de modo que ninguém inveje a cota do outro, corrigindo desvantagens impostas pela fortuna bruta (doenças, deficiências) mas respeitando as escolhas pessoais Unidade do valor: em Justice for Hedgehogs (2011) — título evocando Isaiah Berlin e o ouriço que sabe “uma grande coisa” —, Dworkin defende que os valores éticos e morais formam um sistema coerente: viver bem e tratar os outros com justiça não são exigências em tensão, mas mutuamente dependentes Religião sem Deus: Religion without God (2013, póstumo) expande a tese da unidade do valor a uma atitude religiosa secular que reconhece valor e beleza intrínsecos no universo sem pressupor um Deus pessoal Influenciado por H.L.A. Hart — positivismo que Dworkin critica em profundidade Lon Fuller — “moralidade interna do direito” e a função integrativa dos princípios John Rawls — liberalismo igualitário, debate sobre igualdade Ronald Dworkin foi leitor atento de Isaiah Berlin, Kant e da tradição liberal americana Influenciou Toda a filosofia do direito contemporânea (ponto de referência obrigatório) Nino, Alexy e os debates sobre ponderação de princípios Jurisprudência constitucional americana e europeia Debates sobre controle de constitucionalidade e interpretação da Constituição Obras Taking Rights Seriously (1977); A Matter of Principle (1985); Law’s Empire (1986); Life’s Dominion (1993); Freedom’s Law (1996); Sovereign Virtue (2000); Justice in Robes (2006); Is Democracy Possible Here? (2006); Justice for Hedgehogs (2011); Religion without God (2013, póstumo). ...

Rudolf Carnap

Rudolf Carnap Rudolf Carnap foi a figura mais sistemática e influente do Círculo de Viena e do empirismo lógico, movimento que buscou refundar a filosofia sobre o rigor da lógica moderna e a fidelidade à experiência. Formado em física, lógica e filosofia na Alemanha, estudou com Gottlob Frege em Jena antes de se associar ao Círculo de Viena nos anos 1920. Com a ascensão do nazismo, emigrou para os Estados Unidos, onde lecionou em Chicago e na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Sua obra atravessa a construção lógica do conhecimento, a sintaxe e a semântica da linguagem, a teoria da confirmação e a lógica indutiva, sempre guiada pelo ideal de clareza conceitual. ...

Santo Agostinho

Santo Agostinho Aurélio Agostinho nasceu em 354 em Tagaste, no norte da África romana, filho de mãe cristã (Mônica) e pai pagão. Professor de retórica em Cartago, Roma e Milão, percorreu um longo itinerário intelectual e espiritual: entusiasmou-se com a filosofia ao ler Cícero, aderiu por anos ao maniqueísmo, passou pelo ceticismo e encontrou no neoplatonismo de Plotino o instrumento que o reconduziria ao cristianismo. Sua conversão, em Milão (386) — a célebre cena do “tolle, lege” (“toma e lê”) narrada nas Confissões —, foi um divisor de águas. Tornou-se bispo de Hipona e, até sua morte em 430, durante o cerco dos vândalos, foi o maior pensador da Patrística e uma das figuras mais influentes de toda a história do Ocidente. ...

São Boaventura

São Boaventura Giovanni di Fidanza, conhecido como Boaventura de Bagnoregio. Teólogo e filósofo franciscano; cardeal e Ministro-Geral da Ordem Franciscana. Contemporâneo e adversário cordial de Tomás de Aquino. Chamado de Doctor Seraphicus. Boaventura formou-se na Universidade de Paris, então o grande centro da escolástica latina, onde estudou as artes liberais e depois a teologia sob a orientação do mestre franciscano Alexandre de Hales. Ali lecionou ao mesmo tempo que Tomás de Aquino, num período em que a chegada maciça das obras de Aristóteles — muitas mediadas pelos comentários árabes de Averróis — forçava os teólogos cristãos a decidir o quanto da nova filosofia natural podiam absorver sem comprometer a fé. Boaventura representa a resposta agostiniana e franciscana a esse desafio: em vez de naturalizar plenamente a razão como Tomás, manteve a primazia da iluminação divina e da experiência interior, recusando-se a tratar a filosofia como saber autônomo separado da sabedoria que conduz a Deus. ...

Saul Kripke

Saul Kripke Saul Aaron Kripke foi provavelmente o filósofo analítico mais dotado tecnicamente de sua geração. Nascido em Omaha, Nebraska, revelou aptidão extraordinária desde a adolescência: publicou seu primeiro artigo lógico de maturidade — uma prova de completude para lógica modal — com dezoito anos, e correspondeu-se com profissionais de lógica enquanto ainda cursava o ensino médio. Professor em Princeton e depois no CUNY Graduate Center, Kripke transformou a metafísica, a filosofia da linguagem e a lógica modal de modo que praticamente toda filosofia analítica posterior ao debate em torno de Naming and Necessity é, em algum grau, uma resposta a ele. ...

Sêneca

Sêneca Lúcio Aneu Sêneca nasceu em Córduba, na Hispânia, por volta de 4 a.C., filho de Sêneca, o Velho, célebre mestre de retórica. Foi o mais influente e também o mais controverso dos estoicos romanos: senador rico e poderoso, conheceu o exílio na Córsega sob o imperador Cláudio e, de volta a Roma, tornou-se preceptor e depois conselheiro do jovem Nero, a quem buscou moderar nos primeiros anos de governo. Acusado de participar da conspiração de Pisão, foi obrigado por Nero a tirar a própria vida em 65 d.C. — morte que, segundo o relato de Tácito, enfrentou com a serenidade que sua filosofia pregava. ...

Sexto Empírico

Sexto Empírico Médico e filósofo grego, principal sistematizador do ceticismo pirrônico. Suas obras são a fonte mais completa sobre a tradição cética antiga fundada por Pirro. Enquanto os dogmáticos (estoicos, epicuristas, platônicos) pretendiam alcançar a verdade definitiva, Sexto defende a suspensão do juízo (epoché) como caminho para a tranquilidade (ataraxia). Sua influência foi decisiva na filosofia moderna, especialmente em Montaigne, Descartes e Hume. Sexto Empírico viveu e escreveu provavelmente entre os séculos II e III d.C., num período em que o ceticismo pirrônico havia sido revivido por Enesidemo cerca de dois séculos após Pirro de Élis. O cognome “Empírico” indica sua filiação à escola médica empírica, que rejeitava teorias causais ocultas e se atinha à experiência observável — postura metodológica que ressoa diretamente em sua filosofia. Embora pouquíssimo se saiba de sua biografia, sua produção textual é excepcional: as Hipotiposes Pirrônicas oferecem uma apresentação pedagógica do método cético em três livros, enquanto os onze livros de Adversus Mathematicos desmontam sistematicamente as pretensões de gramáticos, retóricos, geômetras, aritméticos, astrólogos, músicos, lógicos, físicos e éticos. Essa amplitude mostra que o ceticismo de Sexto não era uma posição de niilismo intelectual, mas um programa filosófico rigoroso: ao demonstrar que para cada afirmação dogmática existe um argumento contrário de igual força (isostenia), ele visa produzir a suspensão do juízo e, por consequência, a paz de espírito. ...

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