Étienne Gilson

Étienne Gilson Étienne Gilson nasceu em Paris em 13 de junho de 1884 e morreu em Cravant, na Borgonha, em 19 de setembro de 1978. Formado na Sorbonne, onde teve entre seus mestres o sociólogo Lucien Lévy-Bruhl, defendeu em 1913 uma tese sobre a liberdade em Descartes e sua relação com a teologia escolástica, o que o levou a estudar de perto as fontes medievais do pensamento moderno. Foi professor em Lille, Estrasburgo e na Sorbonne e, a partir de 1932, ocupou a cátedra de filosofia medieval no Collège de France, que deixou em 1951. Proferiu em Aberdeen as Gifford Lectures de 1931–1932, publicadas como L’Esprit de la philosophie médiévale (1932). Em 1929 contribuiu para a fundação, em Toronto, do Institut d’études médiévales (mais tarde Pontifical Institute of Mediaeval Studies), onde ensinou por longos períodos. Foi eleito para a Académie française em 1946. ...

Jacques Maritain

Jacques Maritain Jacques Maritain nasceu em Paris em 18 de novembro de 1882 e morreu em Toulouse em 28 de abril de 1973. Educado em ambiente protestante liberal e republicano, estudou na Sorbonne, onde conheceu Raïssa Oumançoff, com quem se casou, e frequentou as aulas de Bergson no Collège de France; por algum tempo estudou também biologia na Alemanha, com Hans Driesch. Em 1906, sob a influência de Léon Bloy, converteu-se ao catolicismo e, na sequência, dedicou-se ao estudo de Tomás de Aquino, cuja filosofia passou a defender como “filosofia perene” capaz de dialogar com a modernidade. Lecionou no Institut Catholique de Paris, ensinou depois nos Estados Unidos e no Canadá, foi embaixador da França junto à Santa Sé (1945–1948) e professor em Princeton. Nos últimos anos viveu em Toulouse junto aos Irmãozinhos de Jesus, comunidade à qual se uniu em 1970. ...

Josef Pieper

Josef Pieper Josef Pieper nasceu em Elte, na Vestfália, em 4 de maio de 1904, e morreu em Münster em 6 de novembro de 1997. Estudou filosofia, direito e sociologia em Münster e Berlim e doutorou-se em 1928. Atuou inicialmente em pesquisa sociológica e como escritor independente e, a partir de 1959/1960, foi professor titular de antropologia filosófica na Universidade de Münster, onde lecionou por muitos anos. Recebeu em 1981 o Prêmio Balzan de Filosofia. Sua obra, escrita em estilo deliberadamente claro, avesso ao jargão acadêmico, tem como fonte principal Tomás de Aquino, lido em diálogo com Platão e Aristóteles, e dirige-se a questões da vida cotidiana: o trabalho, o tempo livre, as virtudes, a esperança, a linguagem. ...

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