Derrida: Desconstrução, Différance e a Metafísica da Presença

Há uma experiência que talvez você já tenha vivido diante de um texto de Derrida: a sensação de que as palavras escorregam, de que o argumento se dobra sobre si mesmo, de que o autor parece mais interessado em desestabilizar o terreno do que em construir uma tese. Essa impressão não é um acidente nem uma falha de exposição — é, em larga medida, o ponto. Derrida não queria propor uma nova doutrina sobre a verdade ou a linguagem para somar à lista das que a filosofia já produziu. Queria mostrar que a própria pretensão de fixar um sentido último, pleno, presente a si mesmo, é o pressuposto frágil sobre o qual toda a tradição ocidental se edificou — e que esse pressuposto não se sustenta. ...

29 maio 2026 · 13 minutos · Resumidor de Filosofia
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