W.V.O. Quine

W.V.O. Quine Willard Van Orman Quine foi um dos mais influentes filósofos analíticos do século XX. Professor em Harvard por décadas, seu trabalho revolucionou a epistemologia, a filosofia da linguagem e a ontologia, ao mesmo tempo em que destruiu os fundamentos do positivismo lógico do Círculo de Viena. Quine é o principal elo entre o pragmatismo americano (Dewey, James) e a filosofia analítica contemporânea. Conceitos-chave Crítica à Distinção Analítico/Sintético (“Two Dogmas of Empiricism”, 1951, Philosophical Review; republicado em From a Logical Point of View, 1953): Quine ataca dois dogmas do empirismo: (1) a crença numa distinção nítida entre proposições analíticas (verdadeiras por significado, ex.: “todo solteiro é não-casado”) e sintéticas (verdadeiras por fato empírico); e (2) o reducionismo (cada enunciado tem um conteúdo empírico isolado). Quine argumenta que a noção de “analiticidade” é circular — pressupõe “sinonímia”, que pressupõe “analiticidade”. ...

Zenão de Cítio

Zenão de Cítio Fundador do Estoicismo. Lecionava no Stoa Poikilê (Pórtico Pintado) de Atenas — daí o nome da escola. Após ouvir a história de Sócrates por meio do cinismo de Crates, abandonou o comércio para se dedicar à filosofia. Ensinou que a virtude é o único bem real; tudo o mais (riqueza, saúde, fama) é indiferente (adiaphora). O universo é perpassado pelo Lógos divino (fogo racional) e cada evento acontece por necessidade racional. ...

Zenão de Eleia

Zenão de Eleia Natural de Eleia, no sul da Itália, e ativo em meados do século V a.C., Zenão foi o mais célebre discípulo de Parmênides — segundo Platão, acompanhou o mestre a Atenas, onde ambos teriam dialogado com o jovem Sócrates. A tradição também lhe atribui um fim heroico: torturado por um tirano cuja derrubada conspirava, teria preferido a morte à delação. É lembrado sobretudo como um mestre da argumentação. ...

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