Adam Smith Filósofo moral e economista escocês, considerado o pai da economia política moderna. Membro central do Iluminismo Escocês, amigo íntimo de Hume. Sua obra combina ética dos sentimentos com teoria do mercado.
Conceitos-chave Mão invisível: o interesse próprio dos indivíduos, canalizado pelo mercado, gera benefício coletivo sem planejamento central — metáfora para a ordem espontânea do sistema de preços Divisão do trabalho: a especialização das tarefas multiplica a produtividade; exemplo clássico da fábrica de alfinetes Teoria do valor-trabalho: o valor das mercadorias deriva, em última instância, do trabalho incorporado em sua produção Simpatia moral (sympathy): base da ética — a capacidade de se colocar no lugar do outro e avaliar ações pelo ponto de vista de um “espectador imparcial” Espectador imparcial: figura imaginária que representa o julgamento moral equilibrado, distante dos interesses próprios Crítica ao mercantilismo: riqueza das nações não é acúmulo de metais preciosos, mas capacidade produtiva e troca livre Livre mercado e laissez-faire: defesa da concorrência e crítica aos monopólios, privilégios corporativos e intervenções arbitrárias do Estado Influenciado por Hume — sentimentalismo moral e ceticismo sobre intervenção estatal Francis Hutcheson — ética do sentido moral (seu professor em Glasgow) Locke e Montesquieu — teorias políticas do liberalismo Mandeville — paradoxo dos vícios privados / benefícios públicos Influenciou Ricardo e Mill — economia clássica Marx — herdou (e criticou) a teoria do valor-trabalho Bentham — utilitarismo e cálculo do bem-estar coletivo Liberalismo econômico moderno e neoliberalismo (Hayek, Friedman) Obras A Teoria dos Sentimentos Morais (1759); A Riqueza das Nações (1776).
...