Johann Gottlieb Fichte

Johann Gottlieb Fichte Primeiro pós-kantiano a superar a coisa-em-si. Fundador do idealismo alemão; primeiro reitor da Universidade de Berlim (1811). Os Discursos à Nação Alemã (1808) tornaram-no símbolo do nacionalismo cultural alemão. De origem humilde, Fichte chegou à filosofia pela leitura de Kant, que descreveu como uma libertação intelectual. Seu primeiro escrito, publicado anonimamente em 1792, foi tomado pelo público por uma obra do próprio Kant; quando o equívoco foi desfeito, sua reputação estava feita, e em 1794 assumiu a cátedra de filosofia em Jena, então o centro mais efervescente do pensamento alemão. Ali desenvolveu a Doutrina da Ciência (Wissenschaftslehre), tentativa de refundar toda a filosofia crítica a partir de um único princípio incondicionado — o Eu — e de eliminar o resíduo dogmático que, a seu ver, a coisa-em-si kantiana ainda conservava. ...

John Locke

John Locke John Locke nasceu em Wrington, na Inglaterra, em 1632, formou-se em Oxford e exerceu a medicina antes de se tornar secretário e médico do conde de Shaftesbury, o que o aproximou da alta política inglesa. Envolvido nas disputas que opunham o Parlamento à coroa absolutista dos Stuart, exilou-se na Holanda durante o reinado de Jaime II e só voltou em 1689, com a Revolução Gloriosa, que consagrava o regime parlamentar que ele ajudaria a justificar filosoficamente. É considerado o pai do liberalismo clássico e uma das maiores influências do empirismo e do pensamento político moderno. ...

Joseph Maréchal

Joseph Maréchal foi um filósofo e psicólogo jesuíta belga, fundador do Tomismo Transcendental — corrente que empreendeu uma síntese entre a metafísica tomista e a filosofia crítica de Kant. Sua obra marca um momento decisivo na renovação da escolástica no séc. XX e exerceu influência profunda sobre figuras como Karl Rahner e Bernard Lonergan. Conceitos-chave Ponto de Partida da Metafísica (Le Point de départ de la Métaphysique, 5 cadernos, 1922–1947): Obra capital. Maréchal percorre a história da epistemologia — da filosofia grega ao kantismo — para fundamentar a metafísica tomista diante da crítica kantiana. O Caderno V (“O Tomismo diante da Filosofia Crítica”) é o mais discutido. ...

Mary Wollstonecraft

Mary Wollstonecraft Mary Wollstonecraft foi uma escritora, filósofa e defensora dos direitos das mulheres britânica, cujo A Vindication of the Rights of Woman (1792) é considerado um dos textos fundadores do feminismo filosófico moderno. Contemporânea das revoluções americana e francesa, Wollstonecraft aplicou os princípios iluministas de razão e igualdade às relações entre os sexos, desafiando a divisão entre esferas pública e privada que excluía as mulheres da cidadania plena. Conceitos-chave Igualdade Racional (A Vindication of the Rights of Woman, 1792): Argumento central — mulheres e homens compartilham a mesma natureza racional. Se a razão é o fundamento da dignidade e dos direitos, como sustentam os iluministas, então as mulheres têm os mesmos títulos aos direitos políticos e educativos que os homens. A exclusão das mulheres da esfera racional é inconsistente com os próprios princípios do Iluminismo. ...

René Descartes

René Descartes Frequentemente chamado de “pai da filosofia moderna”, René Descartes nasceu em 1596 em La Haye, na Touraine francesa, e formou-se no rigoroso colégio jesuíta de La Flèche. Insatisfeito com o saber livresco, alistou-se como voluntário nos exércitos da Guerra dos Trinta Anos; foi nesse período, segundo seu relato, que teve em 1619 a intuição de um método universal capaz de dar à filosofia a mesma certeza da matemática. Viveu a maior parte da vida produtiva na Holanda e morreu em 1650 em Estocolmo, para onde fora convidado a instruir a rainha Cristina da Suécia. Foi também grande matemático: a geometria analítica e o sistema de coordenadas que leva seu nome são criações suas. ...

Thomas Hobbes

Thomas Hobbes Nascido na Inglaterra em 1588 — segundo a tradição, prematuramente, em meio ao pânico da ameaça da Armada espanhola, o que o levou a dizer que “o medo e ele eram irmãos gêmeos” —, Thomas Hobbes formou-se em Oxford e tornou-se preceptor da nobre família Cavendish. Em suas viagens pela Europa, conviveu com a nova ciência de Galileu e com os grandes filósofos do continente. Testemunha da sangrenta Guerra Civil Inglesa, exilou-se em Paris por mais de uma década; foi aí que amadureceu sua teoria política, publicada no Leviatã (1651). É o fundador da teoria moderna do Estado. ...

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