Albert Borgmann

Albert Borgmann nasceu em Freiburg, Alemanha, em 23 de novembro de 1937, e cresceu à sombra da catedral gótica, da Floresta Negra e da universidade onde Husserl e Heidegger haviam lecionado. Ainda estudante em Freiburg, assistiu em 1957 a aulas de Heidegger, experiência que marcaria de modo duradouro sua futura reflexão sobre a técnica. Transferiu-se depois para os Estados Unidos, onde obteve um mestrado em literatura alemã pela Universidade de Illinois em Urbana e doutorou-se em filosofia pela Universidade de Munique, com uma tese sobre o cardeal John Henry Newman. Lecionou brevemente literatura alemã em Illinois e filosofia na DePaul University e na Universidade do Havaí, antes de se fixar por décadas na Universidade de Montana, em Missoula, onde faleceu em 7 de maio de 2023, aos 85 anos. ...

Andrew Feenberg

Andrew Feenberg Andrew Feenberg nasceu em 1943, nos Estados Unidos. Doutorou-se em filosofia pela Universidade da Califórnia em San Diego em 1972, sob orientação de Marcuse, de quem foi aluno direto nos anos finais da carreira do filósofo alemão exilado nos Estados Unidos. Ainda estudante, Feenberg envolveu-se ativamente com a Nova Esquerda, tendo fundado o periódico Alternatives e participado, ao lado do próprio Marcuse, dos eventos de Maio de 1968 em Paris — Marcuse, que se encontrava na cidade para uma conferência da Unesco sobre Marx, foi reconhecido por estudantes que ocupavam a École des Beaux-Arts e convidado a discursar à assembleia; Feenberg, que o acompanhava, testemunhou o episódio e viria décadas depois a escrever, em coautoria com Jim Freedman, o livro When Poetry Ruled the Streets (2001), sobre aquele movimento. Lecionou filosofia na San Diego State University entre 1969 e 2003, com estadias como professor visitante em Duke, na SUNY Buffalo, na Sorbonne, na École des Hautes Études en Sciences Sociales e na Universidade de Tóquio, entre outras instituições. Posteriormente ocupou a Canada Research Chair em Filosofia da Técnica na Simon Fraser University, em Vancouver, onde dirigiu o Applied Communication and Technology Lab (ACT Lab) até se tornar professor emérito. ...

Don Ihde

Don Ihde Don Ihde nasceu em Hope, Kansas, em 14 de janeiro de 1934, e faleceu em 17 de janeiro de 2024, poucos dias depois de completar noventa anos. Doutorou-se em filosofia pela Boston University em 1964, sob orientação de Erazim Kohák, com uma tese sobre a metodologia fenomenológica de Paul Ricoeur. Em 1969 ingressou no corpo docente da State University of New York em Stony Brook, onde ajudou a fundar o Departamento de Filosofia no início da década de 1970 e permaneceu por 43 anos, aposentando-se em 2012 como Distinguished Professor. ...

Günther Anders

Günther Anders Günther Anders nasceu Günther Siegmund Stern em Breslau (então Alemanha, hoje Wrocław, na Polônia), em 12 de julho de 1902, filho dos psicólogos William Stern e Clara Stern, pioneiros da psicologia do desenvolvimento infantil, e primo do filósofo e crítico Walter Benjamin. Doutorou-se em filosofia sob orientação de Edmund Husserl, em Freiburg, em 1923, tendo também estudado com Heidegger — de quem, décadas depois, se tornaria um crítico contundente, publicando em 1948 o ensaio “On the Pseudo-Concreteness of Heidegger’s Philosophy” (na revista Philosophy and Phenomenological Research), no qual acusava a analítica existencial de Ser e Tempo de ignorar a materialidade concreta das necessidades humanas — a dor de dente, a fome, o desejo sexual. Trabalhando como jornalista no Berliner Börsen-Courier, adotou o pseudônimo “Anders” (“diferente”, em alemão), que se tornaria seu nome definitivo. Em 1929, casou-se com Hannah Arendt, que conhecera no seminário de Heidegger; o casamento terminou em divórcio amigável em 1937. Com a ascensão do nazismo, fugiu da Alemanha em 1933, passando por Paris e, a partir de 1936, pelos Estados Unidos, onde viveu até 1950, quando retornou à Europa e se estabeleceu em Viena, cidade em que viveria até sua morte, em 17 de dezembro de 1992. ...

Jacques Ellul

Jacques Ellul Jacques Ellul nasceu em Bordeaux, na França, em 6 de janeiro de 1912, e morreu em Pessac, na região metropolitana de Bordeaux, em 19 de maio de 1994. Formado em direito, história e sociologia, foi durante décadas professor de História e Sociologia das Instituições na Faculdade de Direito e Ciências Econômicas da Universidade de Bordeaux. Em 1932, viveu o que descreveu como uma conversão religiosa “brutal e súbita”, episódio que o levou a se filiar à Igreja Reformada da França e a manter, ao longo de toda a vida, uma obra dividida entre dois eixos que ele insistia deverem ser lidos dialeticamente, um à luz do outro: a análise sociológica da técnica moderna e a reflexão teológica cristã. Durante a Segunda Guerra Mundial, participou da Resistência francesa; em 2001, sete anos após sua morte, foi reconhecido pelo instituto Yad Vashem como “Justo entre as Nações” por ter ajudado judeus a escapar da perseguição nazista. ...

Lewis Mumford

Lewis Mumford Lewis Mumford nasceu em Flushing, no bairro do Queens, em Nova York, em 19 de outubro de 1895, e morreu em Amenia, Nova York, em 26 de janeiro de 1990. Estudou no City College of New York e na New School for Social Research, mas nunca concluiu um diploma formal — a tuberculose contraída na juventude interrompeu seus estudos, e mais tarde ele serviu como eletricista de rádio na Marinha dos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial. Autodidata de formação eclética, Mumford construiu uma das obras mais influentes do século XX sobre a história da técnica, da cidade e da arquitetura, atuando também como editor associado da revista The Dial e, por mais de três décadas, como crítico de arquitetura da The New Yorker. Sua formação intelectual deve mais a Patrick Geddes — o urbanista e biólogo escocês que Mumford chamava de seu “mestre declarado” — do que a qualquer instituição acadêmica; de Geddes herdou a distinção entre fases técnicas da história e uma abordagem holística que integra biologia, sociologia e tecnologia. Absorveu também de Thorstein Veblen a crítica da propriedade absenteísta e da produção perdulária, e de Peter Kropotkin e Ebenezer Howard o ideal de um urbanismo regionalista e cooperativo. ...

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