Wittgenstein: Do Tractatus às Investigações — Limites da Linguagem e Jogos de Linguagem

Poucos filósofos escreveram duas obras tão diferentes a ponto de uma parecer a refutação da outra — e ambas terem se tornado clássicas. Ludwig Wittgenstein é o caso paradigmático. O jovem que em 1921 publicou o Tractatus Logico-Philosophicus, convencido de ter resolvido em definitivo os problemas da filosofia, é o mesmo homem que, três décadas depois, deixou nas Investigações Filosóficas uma crítica meticulosa às suas próprias teses iniciais. Entre as duas obras está não apenas uma virada teórica, mas uma das histórias intelectuais mais singulares do século XX. Compreender Wittgenstein é compreender duas maneiras opostas de pensar o que a linguagem é e o que a filosofia pode fazer. ...

29 maio 2026 · 13 minutos · Resumidor de Filosofia

A Estrutura da Realidade: O Que Existe, Segundo Todas as Correntes Filosóficas

Qual é a estrutura da realidade? O que existe de verdade — e o que é ilusão, aparência ou construção da nossa mente? Essa é a pergunta mais antiga, mais persistente e mais vertiginosa de toda a filosofia. De Tales de Mileto, que no século VI a.C. declarou que tudo é água, até os físicos quânticos que hoje debatem se o universo é feito de cordas vibrantes em onze dimensões, a humanidade nunca parou de perguntar: o que é isso que chamamos de realidade? ...

6 maio 2026 · 23 minutos · Resumidor de Filosofia

G.E. Moore

G.E. Moore Filósofo britânico, cofundador — junto com Russell e Frege — da filosofia analítica. Sua crítica ao idealismo britânico e seu trabalho em ética influenciaram decisivamente toda a tradição analítica do século XX. Conceitos-chave Falácia naturalista (naturalistic fallacy): o erro de definir o bem em termos de propriedades naturais (prazer, evolução, desejo). O bem (good) é simples, indefinível e não-natural — não pode ser reduzido a nenhuma propriedade empírica. Crítica central ao utilitarismo e ao naturalismo ético Questão aberta (open question argument): para qualquer propriedade natural X, sempre faz sentido perguntar “X é bom?” — se o bem fosse idêntico a X, a questão seria absurda. Isso prova que bem ≠ X Intuicionismo moral: os valores morais fundamentais são conhecidos por intuição direta, não por inferência ou definição. Ética é uma ciência autônoma, não redutível às ciências naturais Realismo do senso comum: contra o idealismo de Berkeley e Hegel — o mundo externo existe independentemente da mente. Defesa do realismo do senso comum como ponto de partida filosófico Prova do mundo externo: “aqui está uma mão, aqui está outra” — argumenta que podemos provar a existência do mundo externo com mais certeza do que qualquer premissa filosófica abstrata que a negue Análise dos conceitos: a tarefa central da filosofia é a análise — decompor conceitos complexos em seus componentes mais simples e precisos; programa que define a filosofia analítica Bens intrínsecos: certos estados são bons por si mesmos (amizade, beleza, conhecimento) — independentemente de qualquer consequência. Crítica ao hedonismo utilitarista Influenciado por Kant — ética deontológica e autonomia da moral Russell — programa analítico (influência mútua) Sidgwick — intuicionismo moral britânico Influenciou Russell e Wittgenstein — filosofia analítica Grupo de Bloomsbury (Virginia Woolf, Keynes) — ética e estética Metaética contemporânea (intuicionismo, realismo moral) Karl Popper — teoria do conhecimento Obras Principia Ethica (1903); Ética (1912); Estudos Filosóficos (1922); Alguns Problemas Fundamentais da Filosofia (1953). ...

1 janeiro 2026 · 2 minutos · Resumidor de Filosofia
[email protected]
Sobre · Contato · Política de Privacidade · Termos de Uso