Søren Kierkegaard Filósofo dinamarquês; o “pai do existencialismo”. Escreveu frequentemente sob pseudônimos para apresentar perspectivas opostas. Sua filosofia é uma reação ao sistema especulativo de Hegel e ao conforto burguês do Cristianismo institucional.
Conceitos-chave Três estádios da existência: Estético: vida orientada pelo prazer, novidade, estética — o desespero do enfado inevitável Ético: comprometimento com o dever, universal moral, casamento — o desespero da culpa que não se perdoa Religioso: suspensão do ético pelo singular diante de Deus — o “salto de fé” além da razão Angústia (Begrebet Angest, 1844): a liberdade humana como “vertigem da possibilidade”; a angústia não tem objeto determinado (diferente do medo) — é a tontura diante do abismo do possível Desespero (A Doença para a Morte, 1849): não querer ser si mesmo, ou querer ser outro que si mesmo — a condição universal do humano sem relação com Deus Subjetividade (“A subjetividade é a verdade”): a verdade existencial não se alcança pela especulação objetiva de Hegel, mas pelo comprometimento subjetivo e apaixonado Salto de fé: Abraão que vai sacrificar Isaque — ato que suspende o ético e só tem sentido diante do singular de Deus; Camus o critica como “suicídio filosófico” Pseudônimos: Victor Eremita, Johannes Climacus, Anti-Climacus, Constantine Constantius — cada um representa um estádio ou perspectiva Influenciado por Hegel — ponto de partida e adversário principal; rejeita o sistema especulativo Sócrates — ironia e método indireto; identificou-se com ele Platão — diálogos e posição socrática Lutero — fé individual contra a instituição Influenciou Heidegger — angústia, autenticidade, ser-para-a-morte Sartre — liberdade radical, má-fé, projeto existencial Camus — absurdo (mas recusa o salto de fé de Kierkegaard) Simone de Beauvoir — situação existencial concreta Teologia existencial (Karl Barth, Paul Tillich) Obras Ou-Ou (1843); Temor e Tremor (1843); O Conceito de Angústia (1844); Estágios no Caminho da Vida (1845); Migalhas Filosóficas (1844); A Doença para a Morte (1849); Ponto de Vista sobre Minha Obra como Escritor (1859, póstumo).
...