Filosofia do Amor: do Banquete de Platão a Eros, Philia e Ágape

O português usa uma única palavra, “amor”, para designar o desejo erótico, o afeto entre amigos, a ternura familiar, a devoção religiosa e a benevolência para com desconhecidos. O grego antigo dispunha de vários termos, e a filosofia ocidental herdou três deles como categorias centrais: eros (o desejo que tende ao que lhe falta), philia (a amizade, a afeição recíproca) e ágape (o amor desinteressado, tornado central no cristianismo). O escritor C. S. Lewis, em Os Quatro Amores (The Four Loves, 1960), acrescentou ao grupo storgē, o afeto familiar, mas a tríade eros-philia-ágape continua a ser o eixo clássico da discussão. Este artigo percorre a história filosófica dessas ideias: começa com o Banquete e o Fedro de Platão, passa por Aristóteles e pela tradição cristã, e chega a Schopenhauer, Kierkegaard e à filosofia do século XX e atual. Os conceitos podem ser consultados nos verbetes do glossário: Eros, Philia e Ágape. ...

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