Hegel: A Dialética, a Fenomenologia do Espírito e a Dialética do Senhor e do Escravo

Poucos filósofos foram tão decisivos e, ao mesmo tempo, tão mal compreendidos quanto Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Seu nome evoca de imediato uma fórmula — “tese, antítese, síntese” — que ele praticamente nunca usou, e um vocabulário tão denso que gerações de leitores recuaram diante da primeira página. No entanto, por trás da dificuldade está uma das ideias mais ambiciosas da história do pensamento: a de que a realidade, a história e o próprio pensamento obedecem a um único movimento, e que esse movimento pode ser compreendido. Entender Hegel é entender o que significa pensar dialeticamente — e por que, dois séculos depois, marxistas, existencialistas, teóricos críticos e filósofos políticos continuam a discutir com ele. ...

3 junho 2026 · 11 minutos · Resumidor de Filosofia

Karl Marx: Materialismo Histórico, Mais-Valia e Fetichismo da Mercadoria

Poucos pensadores do século XIX projetaram uma sombra tão longa sobre o XX e o XXI quanto Karl Marx. Filósofo, economista, jornalista e militante, Marx não fundou apenas uma corrente filosófica: forneceu um vocabulário — classe, ideologia, mais-valia, modo de produção — que se infiltrou na sociologia, na história, na economia e na crítica cultural, mesmo entre autores que o rejeitam. Este artigo concentra-se em três eixos do seu pensamento maduro: o materialismo histórico, a crítica da economia política e a teoria da ideologia. A alienação, conceito central do jovem Marx, é tratada em artigo próprio e aqui apenas mencionada quando indispensável. ...

29 maio 2026 · 13 minutos · Resumidor de Filosofia

Aristóteles em Nova Perspectiva: a Teoria dos Quatro Discursos de Olavo de Carvalho

Em 1996, Olavo de Carvalho publicou um livro curto e denso intitulado Aristóteles em Nova Perspectiva: Introdução à Teoria dos Quatro Discursos. Independentemente das controvérsias que cercam a figura pública do autor, esse livro representa sua contribuição filosófica mais articulada e merece exame em seus próprios termos. Sua tese central — que o Órganon aristotélico, junto com a Retórica e a Poética, forma uma hierarquia unificada de quatro tipos de discurso — dialoga com problemas reais da história da filosofia e tem pontos de contato com leituras neoaristotélicas contemporâneas de Pierre Aubenque, Enrico Berti, Alasdair MacIntyre e Martha Nussbaum. ...

12 maio 2026 · 9 minutos · Resumidor de Filosofia

Georg Wilhelm Friedrich Hegel

Georg Wilhelm Friedrich Hegel Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasceu em Stuttgart em 1770 e estudou no seminário de Tübingen ao lado de Hölderlin e de Schelling. Jovem entusiasta da Revolução Francesa, viu em Napoleão — que avistou a cavalo em Jena, em 1806 — a “alma do mundo” em marcha. Depois de anos como preceptor, jornalista e diretor de ginásio, chegou às cátedras de Heidelberg e, sobretudo, Berlim, onde se tornou o filósofo mais influente da Alemanha de seu tempo, até morrer em 1831. Sua obra é o sistema mais ambicioso da história da filosofia: lógica, natureza, espírito, história, arte e religião articulados como momentos de um único processo. ...

1 janeiro 2026 · 3 minutos · Resumidor de Filosofia

Heráclito

Heráclito Natural de Éfeso, na Jônia, e ativo por volta de 500 a.C., Heráclito pertencia a uma antiga família aristocrática. De temperamento altivo e solitário, escreveu em um estilo de sentenças enigmáticas que lhe valeu já na Antiguidade o epíteto de “o Obscuro”. Restam dele cerca de 126 fragmentos — densos, paradoxais e de extraordinária força poética. Sua intuição central é a do devir universal: nada permanece, tudo se transforma sem cessar — “panta rhei”, “tudo flui”. Daí a imagem mais célebre: não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois novas águas correm sobre quem nele entra. Como símbolo desse fluxo perpétuo, Heráclito escolheu o fogo como princípio (arché): a realidade é como uma chama que se mantém justamente porque está sempre se consumindo e se renovando. ...

1 janeiro 2026 · 2 minutos · Resumidor de Filosofia

Theodor W. Adorno

Theodor W. Adorno Nascido em Frankfurt em 1903, Theodor W. Adorno foi, ao lado de Horkheimer, o nome mais rigoroso da primeira geração da Escola de Frankfurt. Formado também em música — estudou composição em Viena —, uniu filosofia, sociologia e estética numa crítica radical da sociedade moderna. Judeu e marxista, exilou-se nos Estados Unidos durante o nazismo, onde observou de perto a cultura de massas; retornou a Frankfurt após a guerra e ali morreu em 1969. ...

1 janeiro 2026 · 2 minutos · Resumidor de Filosofia
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