Jacques Derrida Filósofo argelino-francês; fundador da desconstrução. Subverteu a tradição metafísica ocidental mostrando que ela é estruturada por oposições binárias hierárquicas e pela metafísica da presença.
Conceitos-chave Desconstrução: não é destruição, mas leitura atenta que revela as tensões internas de um texto — como os conceitos que ele exclui ou suprime retornam para desestabilizá-lo Metafísica da presença: a filosofia ocidental privilegia presença, fala, origem, identidade — Derrida mostra que toda presença é mediada por diferença e ausência Différance (neologismo): jogo de diferir (distinção espacial) e deferência (adiamento temporal); o significado nunca está plenamente presente — é sempre postergado Suplemento: o elemento considerado “externo” ou “secundário” (escrita em relação à fala, em Rousseau) revela-se constitutivo do “original” Texto: “Não há nada fora do texto” — não quer dizer que só existem livros, mas que toda experiência é mediada por estruturas de significação Pharmakon (análise de Platão): a escrita é ao mesmo tempo remédio e veneno — ambivalência irredutível que a filosofia tenta, sem sucesso, resolver Influenciado por Husserl — fenomenologia (primeiro livro: A Voz e o Fenômeno) Heidegger — destruição da metafísica (radicaliza a Destruktion) Nietzsche — crítica da metafísica e jogo de interpretação Ferdinand de Saussure — linguística estrutural (crítica) Sigmund Freud — rastro, inconsciente, diferença Influenciou Teoria literária (desconstrução nos EUA: Paul de Man) Estudos pós-coloniais (Spivak, tradutora de Da Gramatologia) Teoria queer Filosofia do direito (Força de Lei) Obras Da Gramatologia (1967); A Escritura e a Diferença (1967); A Voz e o Fenômeno (1967); Margens da Filosofia (1972); Força de Lei (1994); Espectros de Marx (1993).
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