Sócrates

Sócrates Sócrates é o pivô da filosofia grega: sua figura divide a tradição entre os pré-socráticos, voltados à investigação da natureza (physis), e os socráticos, que deslocam o foco para o ser humano, a alma e a ética. Ateniense do século V a.C., filho do escultor Sofronisco e da parteira Fenáreta, atravessou os anos da Guerra do Peloponeso — serviu como hoplita em Potideia, Delos e Anfípolis — e fez das ruas e ginásios de Atenas o espaço de uma filosofia inteiramente oral. Não deixou nenhum escrito: tudo o que sabemos vem de terceiros, sobretudo dos diálogos de Platão e dos escritos de Xenofonte, além da caricatura cômica de Aristófanes (As Nuvens). A dificuldade de separar o Sócrates histórico do personagem literário é o que os estudiosos chamam de “problema socrático”. ...

Thomas Nagel

Thomas Nagel Thomas Nagel é um dos filósofos contemporâneos mais respeitados em filosofia da mente, ética e filosofia política. Nascido em 1937, é professor na Universidade de Nova York (NYU). Sua obra retorna obstinadamente a um tema: a dificuldade de conciliar a perspectiva interna e subjetiva de cada ser consciente com a perspectiva externa, impessoal e objetiva que a ciência e a razão buscam. Conhecido pela prosa límpida e pela honestidade intelectual com que expõe os limites das próprias soluções, Nagel resiste tanto às reduções fáceis quanto ao misticismo, defendendo que certos problemas filosóficos são genuínos e não devem ser dissolvidos prematuramente. ...

Tomás de Aquino

Tomás de Aquino Nascido por volta de 1225 em Roccasecca, perto de Aquino, no sul da Itália, Tomás pertencia à alta nobreza, que se opôs com firmeza ao seu ingresso na ordem mendicante dos dominicanos — chegando a mantê-lo confinado por cerca de um ano. Estudou com Alberto Magno em Paris e Colônia e tornou-se mestre de teologia na Universidade de Paris. Apesar do apelido de “boi mudo”, revelou-se o maior gênio da Escolástica. Após uma intensa experiência em 1273, deixou de escrever, dizendo que tudo o que produzira lhe parecia “palha”; morreu no ano seguinte, a caminho do Concílio de Lyon. Canonizado em 1323, é o “Doutor Angélico”, e o tomismo permanece referência oficial da filosofia católica. ...

Wang Yangming

Wang Yangming Wang Yangming (王陽明 Wáng Yángmíng, 1472–1529; nome de cortesia Bó’ān, nome pessoal Shǒurén 守仁) é o mais influente pensador neoconfuciano da dinastia Ming e fundador da chamada “escola da mente” (xīnxué 心學). Além de filósofo, foi alto funcionário do Estado e comandante militar bem-sucedido, e sua doutrina nasce em diálogo com essa experiência prática. Seu pensamento constitui a principal alternativa à ortodoxia neoconfuciana de Zhu Xi, a “escola do princípio” (lǐxué 理學), que dominava o sistema de exames imperiais. ...

Xunzi

Xunzi Xunzi (荀子 Xún Zǐ, “Mestre Xun”; nome pessoal Kuàng 況), que viveu por volta de c. 310–c. 235 a.C., é, ao lado de Confúcio e Mêncio, um dos três grandes pensadores do confucionismo clássico. Atuou no período dos Reinos Combatentes e foi figura de prestígio na academia Jixia, no Estado de Qi. Sua filosofia destaca-se pelo rigor argumentativo e pelo naturalismo: enquanto outros confucianos fundamentavam a moral em uma ordem celestial moralmente engajada, Xunzi a fundamenta na cultura humana, no ritual e na educação deliberada. ...

Zenão de Cítio

Zenão de Cítio Fundador do Estoicismo. Lecionava no Stoa Poikilê (Pórtico Pintado) de Atenas — daí o nome da escola. Após ouvir a história de Sócrates por meio do cinismo de Crates, abandonou o comércio para se dedicar à filosofia. Ensinou que a virtude é o único bem real; tudo o mais (riqueza, saúde, fama) é indiferente (adiaphora). O universo é perpassado pelo Lógos divino (fogo racional) e cada evento acontece por necessidade racional. ...

Zhuangzi

Nota sobre fontes e autoria: As datas de Zhuangzi (莊子, “Mestre Zhuang”; nome pessoal Zhōu 周) são incertas — c. 369–286 a.C. é a estimativa convencional, derivada de menções históricas em textos do período. O texto homônimo Zhuangzi (莊子), tal como chegou até nós, é uma compilação de três seções: os 7 capítulos internos (nèipiān 內篇), geralmente atribuídos ao próprio Zhuangzi pela erudição moderna; os 15 capítulos externos (wàipiān 外篇) e os 11 capítulos mistos (zápiān 雜篇), considerados trabalhos de discípulos e comentadores posteriores. A edição que chegou à modernidade deve-se ao estudioso Guo Xiang (c. 252–312 d.C.). ...

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