
Fundador do Estoicismo. Lecionava no Stoa Poikilê (Pórtico Pintado) de Atenas — daí o nome da escola. Após ouvir a história de Sócrates por meio do cinismo de Crates, abandonou o comércio para se dedicar à filosofia. Ensinou que a virtude é o único bem real; tudo o mais (riqueza, saúde, fama) é indiferente (adiaphora). O universo é perpassado pelo Lógos divino (fogo racional) e cada evento acontece por necessidade racional.
Conceitos-chave
- Virtude como único bem; indiferentes (adiaphora)
- Cosmos perpassado pelo Lógos/fogo racional
- Viver segundo a natureza = viver segundo a razão
- Cosmopolitismo: todos os homens são cidadãos do mundo
- Representação cataléptica (phantasia katalêptikê) como critério de verdade
Influenciado por
- Diógenes de Sinope / Crates (Cinismo)
- Heráclito — Lógos e fogo cósmico
- Platão e Aristóteles — via leituras na Academia
Influenciou
- Cleantes de Asso — sucessor imediato
- Crisipo de Solos — sistematizador do estoicismo
- Sêneca, Epiteto, Marco Aurélio — estoicismo romano
- Tradição cristã — providência, cosmopolitismo
Obras
Nenhuma conservada. Fontes: Diógenes Laércio, Vidas, VII.
Ver também
Filosofia Helenística
Livros indicados:
Uma História Da Filosofia - Vol. I - Grécia
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