
Humanista, jurista e estadista inglês. Lord Chanceler de Henrique VIII; recusou reconhecer o rei como chefe supremo da Igreja e foi decapitado. Canonizado pela Igreja Católica (1935). Autor do conceito de utopia.
Conceitos-chave
- Utopia (Utopia, 1516): descrição de uma ilha imaginária com sociedade comunal, sem propriedade privada, tolerância religiosa, trabalho para todos, igualdade. O nome é um trocadilho grego: ou-topos (lugar nenhum) / eu-topos (lugar bom)
- Crítica social implícita: a Utopia funciona como espelho crítico da Inglaterra Tudor — a propriedade privada, a nobreza ociosa e a execução de ladrões famintos são o verdadeiro absurdo
- Humanismo cristão: amigo de Erasmo (que lhe dedicou Elogio da Loucura); a reforma da sociedade deve vir da educação moral e religiosa, não da revolução
- Mártir da consciência: recusou comprometer a fé por conveniência política — “Sou o bom servidor do rei, mas de Deus primeiro”
Influenciado por
- Platão — República (cidade ideal) e diálogos
- Erasmo — humanismo cristão e amizade intelectual
- Luciano de Samósata — diálogos satíricos
Influenciou
- Tradição utópica: Campanella (Cidade do Sol), Francis Bacon (Nova Atlântida)
- Filosofia política e socialismo utópico do séc. XIX
- Marx — crítica da propriedade privada (precursor distante)
- Pensamento político cristão-social
Obras
Utopia (1516); História de Ricardo III (c. 1513); Diálogo do Conforto na Tribulação (1534, escrito na Torre de Londres).
Ver também
Humanismo e Renascimento
Livros indicados:
Uma história da filosofia - Vol.II - do Renascimento a Hume
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