Nicolau de Cusa
Nicolau de Cusa

Cardeal alemão; figura de transição entre a Escolástica e o Renascimento. Usou a matemática como analogia filosófica (não como método em sentido técnico) para expressar a relação entre o infinito divino e o finito humano.

Conceitos-chave

  • Douta Ignorância (docta ignorantia): a mente humana (finita) não atinge o infinito divino; a busca da verdade é assintótica — nos aproximamos sem nunca alcançar
  • Coincidência dos opostos (coincidentia oppositorum): em Deus todos os opostos coincidem — como ampliar um círculo até se tornar uma reta; em Deus máximo e mínimo são idênticos
  • Complicação/Explicação/Contração: Deus complica tudo em si; o universo é a explicação de Deus; cada coisa é uma contração local do todo
  • Homem como microcosmo: imagem de Deus no finito

Influenciado por

  • Plotino — o Uno inefável
  • Pseudo Dionísio Areopagita — teologia negativa
  • Tomás de Aquino — mas vai além

Influenciou

  • Marcílio Ficino — neoplatonismo florentino
  • Giordano Bruno — universo infinito e coincidência dos opostos
  • Schelling — identidade dos opostos
  • Hegel — dialética como superação dos opostos

Obras

A Douta Ignorância (De Docta Ignorantia, 1440); Sobre as Conjecturas; O Jogo da Bola.

Ver também

Humanismo e Renascimento

Livros indicados:

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