
Cardeal alemão; figura de transição entre a Escolástica e o Renascimento. Usou a matemática como analogia filosófica (não como método em sentido técnico) para expressar a relação entre o infinito divino e o finito humano.
Conceitos-chave
- Douta Ignorância (docta ignorantia): a mente humana (finita) não atinge o infinito divino; a busca da verdade é assintótica — nos aproximamos sem nunca alcançar
- Coincidência dos opostos (coincidentia oppositorum): em Deus todos os opostos coincidem — como ampliar um círculo até se tornar uma reta; em Deus máximo e mínimo são idênticos
- Complicação/Explicação/Contração: Deus complica tudo em si; o universo é a explicação de Deus; cada coisa é uma contração local do todo
- Homem como microcosmo: imagem de Deus no finito
Influenciado por
- Plotino — o Uno inefável
- Pseudo Dionísio Areopagita — teologia negativa
- Tomás de Aquino — mas vai além
Influenciou
- Marcílio Ficino — neoplatonismo florentino
- Giordano Bruno — universo infinito e coincidência dos opostos
- Schelling — identidade dos opostos
- Hegel — dialética como superação dos opostos
Obras
A Douta Ignorância (De Docta Ignorantia, 1440); Sobre as Conjecturas; O Jogo da Bola.
Ver também
Humanismo e Renascimento
Livros indicados:
Uma história da filosofia - Vol.II - do Renascimento a Hume
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