
“Diógenes, o cão” (kynikós) — refundador e principal figura do Cinismo. Vivia num grande jarro de cerâmica (pithos) em Atenas, reduzia as necessidades ao mínimo e desprezava toda convenção social. Dizia buscar “um homem honesto” andando com lanterna acesa à luz do dia. Quando Alexandre Magno se ofereceu a conceder-lhe qualquer desejo, pediu apenas que saísse da frente do sol. Encarnou o anticultural radical: a virtude exige autossuficiência total, não filosofia abstrata.
Conceitos-chave
- Autarquia: bastar-se a si mesmo; independência total
- Anticultural: matemática, física, retórica são inúteis para a felicidade
- Exemplo e ação > teoria
- Cosmopolitismo: “sou cidadão do mundo”
- Crítica à escravidão às convenções sociais
Influenciado por
- Antístenes (fundador do Cinismo; discípulo de Sócrates)
- Sócrates — autossuficiência e indiferença aos bens externos
Influenciou
- Zenão de Cítio — Zenão foi discípulo de Crates; o Estoicismo herda muito do Cinismo
- Epicuro — simplicidade como caminho para a felicidade
- Pensamento ascético medieval
Obras
Nenhuma conservada. Fonte: Diógenes Laércio, Vidas, VI; Plutarco, Vida de Alexandre.
Ver também
Filosofia Helenística
Livros indicados:
Uma História Da Filosofia - Vol. I - Grécia
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