Pathos (πάθος) — termo grego derivado do verbo paskhein (“sofrer”, “padecer”, “experimentar”), designa aquilo que um ser recebe ou sofre passivamente, em contraste com o que faz ativamente. Seu campo semântico abrange “paixão”, “emoção”, “afecção” e “sofrimento”: é o estado em que algo é afetado por uma força externa. Na lógica e na física aristotélicas, pathos nomeia a categoria da afecção ou qualidade passageira, oposta à ação (poiein). Na Retórica, Aristóteles faz do pathos um dos três meios de persuasão, ao lado de logos (o argumento racional) e ethos (o caráter do orador): persuadir pelo pathos é dispor o ânimo do ouvinte despertando emoções como compaixão, medo ou indignação. Na Poética, o pathos trágico — o sofrimento representado em cena — contribui para a katharsis, a purgação das paixões. A ética estoica trata os pathe (plural) como perturbações da alma, agrupadas em quatro gêneros — desejo, medo, prazer e dor —, juízos errôneos que o sábio deve extirpar para alcançar a apatheia (ausência de paixões); essa posição se opõe à metriopatheia aristotélica, que prega a moderação e não a supressão dos afetos. Hegel, por sua vez, emprega o alemão Leidenschaft (paixão) para nomear a força subjetiva que, movida por interesses particulares, realiza inadvertidamente os fins da razão na história. Conceitos estreitamente ligados são a apatheia, o ethos e o poiein.
Pathos
Termo grego derivado do verbo paskhein (sofrer, padecer, experimentar): aquilo que um ser recebe ou sofre passivamente, em contraste com o que faz…