Monismo (do grego mónos, “único”) — Doutrina metafísica segundo a qual a realidade se reduz a um único princípio, substância ou tipo de coisa, em oposição ao dualismo, que admite dois, e ao pluralismo, que admite muitos. O termo é atribuído a Christian Wolff, no século XVIII, que o aplicou a filósofos que reconhecem uma só espécie de substância, em contraste com o dualismo cartesiano de mente e corpo; foi muito difundido no século XIX. A ideia é, porém, muito mais antiga: em Parmênides, o ser é uno, imóvel e indivisível, e os milésios buscavam um único princípio (arché) de todas as coisas. O exemplo clássico moderno é Spinoza, para quem há uma única substância, Deus ou Natureza, da qual mente e corpo são atributos (Ética, I e II), posição próxima do panteísmo. Distinguem-se várias formas: o monismo materialista, que reduz tudo à matéria (Ernst Haeckel, Os Enigmas do Universo, 1899); o monismo idealista, para o qual o real é espírito ou ideia (Hegel, Schelling, o idealismo absoluto); e o monismo neutro, que sustenta que mente e matéria são aspectos de uma realidade nem mental nem física em si, defendido por William James e Bertrand Russell (A Análise da Mente, 1921). Opõem-se a ele o pluralismo de Leibniz, cujas mônadas são infinitas substâncias individuais, e o pluralismo de William James (Um Universo Pluralista, 1909). Ver Spinoza, Parmênides, Leibniz, substância, materialismo e idealismo.


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