Idealismo — Posição metafísica segundo a qual a realidade é fundamentalmente de natureza mental, espiritual ou ideal: aquilo que existe ou o modo como conhecemos depende, em última instância, da mente. O termo deriva do grego idéa (“forma”, “aspecto”), reportando-se às Formas inteligíveis de Platão, mas o idealismo como corrente moderna ganha forma nos séculos XVII e XVIII. Costuma-se distinguir três grandes variantes. O idealismo subjetivo de George Berkeley sustenta que só existem mentes e suas ideias: ser é ser percebido (esse est percipi); uma maçã nada mais é do que o conjunto de sensações de cor, sabor e forma, sem substância material por trás delas. O idealismo transcendental de Immanuel Kant, na Crítica da Razão Pura, propõe que não conhecemos as coisas em si (Ding an sich), mas apenas os fenômenos, ou seja, o mundo tal como é organizado pelas formas da sensibilidade (espaço e tempo) e pelas categorias do entendimento. Já o idealismo absoluto de Hegel afirma que o real é o racional e que a realidade é o desenvolvimento do Espírito (Geist) que progressivamente vem a conhecer-se a si mesmo na história. A título de exemplo, para Berkeley uma árvore num bosque desabitado só “existe” enquanto percebida — em última análise, pela mente divina. O idealismo opõe-se ao realismo, que admite a existência de um mundo independente da mente, e ao materialismo, que reduz tudo à matéria.


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